Cidades

CORREDOR BIOCEÂNICO

Rodovia que liga Brasil e Paraguai será concluída em 2022

Nova rota tem 1.900 km a partir de Campo Grande

Aline Oliveira

23/07/2019 - 17h16

A pavimentação da rodovia que integrará o corredor Bioceânico Atlântico-Pacífico tem previsão de conclusão em 2022, anunciou o governo de Mato Grosso do Sul.

Atualmente, a edificação avança no trecho da região do Chaco (Pantanal Paraguaio) e consolida o projeto de integração que ligará a ponte de concreto sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. 

Ao todo, a implantação da rodovia, que totaliza 497 km – Carmelo Peralta a Marechal Estigarribia, na fronteira com a Argentina – corresponde ao único trecho da Bioceânica não asfaltado. 

Da Argentina aos portos de Iquiqui e Antofagasta, no Chile, o corredor conta com pavimento de qualidade, percorrido em 2017 pela expedição realizada por empresários do setor de transportes de Mato Grosso do Sul. A nova rota tem 1.900 km, a partir de Campo Grande.

COMPLEXIDADE

O grau de dificuldades para pavimentar a rodovia do Chaco Paraguaio, devido às condições de solo e clima e distância do material de compactação, se assemelha ao desafio enfrentado pela engenharia brasileira para implantar 220 km da BR-262, cortando o Pantanal de Miranda a Corumbá, nos anos de 1980. 

Segundo o engenheiro Paulo Soares, da Queiróz Galvão, empresa que integra o consórcio contratado para executá-la, cumprir prazos é “um combate diário”.

No entanto, o primeiro trecho, de 227 km, segue seu cronograma em duas frentes – Carmelo Peralta e Loma Plata -, com previsão de conclusão do primeiro lote em setembro, de 24 km. 

Esse é o total a ser pavimentado a cada três meses, conforme o contrato. “Estamos transportando pedra de uma distância de 400 km. O material existente é muito úmido e de baixa qualidade, que está sendo melhorado com uma composição com cal e cimento”, disse.

A obra executada pelo Consórcio Corredor Vial Oceânico (Queiróz Galvão e Ocho A, esta empreiteira paraguaia) tem 20 trechos nessa primeira etapa e custará U$ 420 milhões. O primeiro trecho em Carmelo Peralta está com 42% concluído, e de Loma Plata, 39%, incluindo quatro pontes. 

O serviço está sendo executado na região de maior fluxo de água e conta com 600 operários e 400 equipamentos. A segunda fase, de 220 km, deverá ser licitada ainda esse ano.

*Com colaboração de Sílvio de Andrade

 

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