Cidades

CAIXA-FORTE

Operação para limitar finaças do PCC se concentra em Corumbá no MS

Pelo menos há um preso e apreensões de documentos na cidade

Redação

09/08/2019 - 10h07

Pelo menos uma pessoa foi presa em Corumbá nesta sexta-feira (9) durante a Operação Caixa-Forte, desencandeada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança e Polícia Civil de Minas Gerais e que tem o objetivo de limitar o poderio finaceiro do PCC, facção criminosa que controla o tráfico de drogas e armas nas fronteiras de Mato Grosso do Sul.

Segundo o 'Diário Cortumbaense', a maioria dos trabalhos da operação no Estado ocorre na cidade pantaneira.

Além do preso, que chegou em uma viatura descaracterizada, agentes da PF chegaram à delegacia regional da cidade carregando malotes de documentos.

Além de Corumbá, mandados são cumpridos em Campo Grande e em cidades de outros três estados. São cumpridos 145 mandados sendo 52 de prisão preventiva, 48 de busca e apreensão, 45 de sequestro de valores e bloqueio de contas bancárias. Os estados em que ocorre a operação são Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A OPERAÇÃO

A Polícia Federal por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), deflagrou operação que combate tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por facção criminosa com atuação nacional. A força-tarefa que abrange Mato Grosso do Sul e mais 17 cidades, conta com ação integrada também pela Polícia Civil, pela Polícia Rodoviária Federal e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.

Conforme divulgado pela PF, cerca de 250 agentes públicos, entre policiais federais, rodoviários federais e civis, além de agentes penitenciários, estão cumprindo 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de sequestro de valores/bloqueio de contas bancárias em Mato Grosso do Sul, totalizando 17 cidades e unidades prisionais. Seis dos alvos já estavam presos. 

Todos os mandados foram expedidos pela Vara de Tóxicos de Belo Horizonte e estão sendo cumpridos nas cidades mineiras de Uberaba, Conceição da Alagoas. Em Mato Grosso do Sul, os mandados são em Campo Grande, Corumbá, e na região paulista, São Paulo, Ribeirão Preto, Itaquaquecetuba, Embu das Artes e nas cidades paranaenses de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.

As investigações tiveram início em novembro de 2018 e identificaram a existência de uma seção rigidamente estruturada dentro da facção, denominada "Geral Progresso". O setor era responsável por gerenciar o tráfico de drogas, distribuindo os entorpecentes que garantem o sustento da organização criminosa, bem como por orquestrar a lavagem de dinheiro dos valores oriundos dos crimes praticados. Contas bancárias de pessoas aparentemente estranhas ao grupo criminoso eram cooptadas para ocultar e dissimular a natureza ilícita do montante movimentado.

Os criminosos também utilizavam o método de “depósitos fracionados” para lavar o dinheiro, realizando depósitos bancários de pequenas quantias em diversas contas, de forma a não se identificar o depositante e não ativar os gatilhos de comunicação de atividade suspeita às autoridades de controle de atividades financeiras (COAF), previstos na Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro. 

Posteriormente, o dinheiro era transferido a outras contas ou mesmo sacado em terminais eletrônicos. Foram identificadas 45 contas bancárias, todas bloqueadas e com os valores sequestrados judicialmente. A movimentação financeira ultrapassou R$ 7 milhões de reais durante o período das investigações. 

Os presos estão sendo investigados pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 33 anos de prisão.

Ainda segundo a PF, A Operação de hoje reforça, mais uma vez, a estratégia de combater o tráfico de drogas e as organizações criminosas não apenas pelas apreensões de entorpecentes e prisões de traficantes, mas principalmente pela descapitalização das facções através da identificação dos responsáveis pela lavagem de dinheiro, bloqueio de suas contas e sequestro de seus bens.

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