A organização não-governamental (ONG) Amigos do Parque das Nações Indígenas se reuniu nesta sexta-feira (30) com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) para denunciar problemas nas obras de desassoreamento do lago do parque de Campo Grande. Um representante da entidade, Alfredo Sulzer, esteve na 42ª Promotoria de Justiça para relatar que a areia retirada dos lagos está sendo descartada próximo a uma nascente.
Esse grupo apresentou um laudo assinado por um biólogo e dois engenheiros que indica que a areia está sendo depositada em uma área próxima ao Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante (Cetremi), no Parque dos Poderes, e também muito próxima à nascente do córrego Joaquim Português.
O caso foi denunciado à Justiça, mas a 2ª Vara de Direitos Difusos e Coletivos arquivou a ação. Assim, a ONG recorreu ao MPMS para pedir providências.
Desassoreamento
A prefeitura iniciou o desassoreamento dos dois lagos do parque em junho, como noticiou o Correio do Estado. A revitalização do parque envolve o desassoreamento dos lagos de contenção e conjunto de obras para solucionar o problema de assoreamento da cabeceira da microbacia do córrego Prosa e o lançamento de sedimentos na rede de drenagem do córrego Reveilleau. A previsão do término da obra é em outubro deste ano.
No dia 23 de maio, o governador Reinaldo Azambuja e o prefeito Marcos Trad assinaram termo de compromisso para a recuperação do cartão postal de Campo Grande. Conforme projeto apresentado, inicialmente será feita a retirada da areia do lago menor, para depois ser feita a limpeza do maior. O trabalho será executado por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). O investimento da obra é de R$ 8 milhões.