Cidades

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Relatório aponta infraestrutura "fraca e deficiente" no Regional

Técnico do hospital Sírio Libanês fizeram análise após visita à unidade

Marcada por protestos e negativas de funcionários, sindicalistas e deputados, a ‘novela’ que se estende há semanas sobre a nova governança do Hospital Regional, em Campo Grande, ganhou um novo capítulo na tarde de ontem (29). Relatório feito por técnicos do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, divulgado durante audiência pública, apontou que a unidade de Mato Grosso do Sul tem estrutura organizacional fraca e infraestrutura deficiente.

Diretor-presidente do HR, Márcio de Souza Pereira, explicou, durante audiência, sobre  a situação do hospital e os problemas apontados pelos técnicos do Sírio. No relatório, segundo Pereira, os técnicos apontam que a unidade não tem missão e visão coesas, possui choques sistêmicos e relações externas disfuncionais.

Além das adversidades, Pereira apresentou as recomendações que os técnicos fizeram. Entre elas, estão a mudança na governança, novas parcerias, adequações em setores do HR, metas de produtividade, entre outras.  “Diante de todo esse problema, é por isso que o hospital não vai para frente. O funcionário também tem sua parcela de culpa; todo mundo tem sua parcela de culpa e é por isso que o hospital não vai para frente [...] Vocês vão ver isso [recomendações] acontecer no ano que vem; no outro ano”, disse o gestor, que assumiu a presidência com 17 anos trabalhando na unidade.

De acordo Pereira, os gastos mensais do Hospital Regional têm ultrapassado os R$ 30 milhões. 

Contra qualquer tipo de terceirização, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul (Sintss/MS), Ricardo Bueno refutou os dados apresentados pelo gestor. “Os dados não condizem com os que estão no portal da transparência, ele fala em mais de R$ 30 milhões e no portal aparecem cerca de R$ 22 milhões”, afirmou Bueno.

Mesmo vaiado, o Secretário de Saúde de Estado, Geraldo Resende, garantiu que uma nova governança será instalada na unidade.”Não temos nada fechado, queremos discutir todo tipo de governança que existe nesse país [...] Quero fazer um debate que muitos não fizeram em 22 anos”, disse. 

Em seu discurso, o secretário referenciou a idade do hospital - 22 anos. O representante da pasta também respondeu às vaias que o público ecoou no plenário. “Quem não tem argumento, usa a vaia”, retrucou ele. 

Apesar de não citar as opções de novas gestões, o gestor elogiou o desempenho das Organizações Sociais (OS) dentro de MS e no Brasil. “Dos 10 hospitais que tem o certificado da ONA [Organização Nacional de Acreditação] no Brasil, nove são OS’s”, enfatizou. 

No Estado, duas unidades, em Dourados e Ponta Porã são administradas pela Organização Social Ação, Cidadania, Qualidade Urbana e Ambiental (Acqua), com sede em Santo André (SP).

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