A Guarda Revolucionária do Irã está pronta para combate e também para "qualquer cenário", disse seu comandante neste sábado, enquanto o acordo nuclear do país desaba e os Estados Unidos alegam que o Irã estava por trás de um ataque em grande campos produtores de petróleo na Arábia Saudita que agitaram os mercados globais de energia.
O Irã negou envolvimento no ataque de 14 de setembro, pelo qual os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, inicialmente assumiram a responsabilidade. O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, que está em Nova York para reuniões das Nações Unidas, alertou que qualquer ataque retaliatório no Irã pelos EUA ou pela Arábia Saudita irá resultar em "guerra total".
Neste sábado, o general Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária, disse em cerimônia exibindo pedaços de um drone norte-americano que o Irã abateu em junho que suas forças têm feito "exercícios militares e está pronta para qualquer cenário" Ele acrescentou: "Se alguém cruzar nossas fronteiras, vamos atacar."
Zarif disse em um tuíte que a Arábia Saudita não acredita em suas próprias alegações de que o Irã foi o responsável pelo ataque aos campos de petróleo.
Os houthis anunciaram na sexta-feira que estão paralisando todos os ataques de drone e mísseis balísticos à Arábia Saudita.
Analistas afirmam que os mísseis usados no ataque de 14 de setembro não teriam alcance suficiente para alcançar os campos no leste da Arábia Saudita se tivessem sido lançados do Iêmen. Os mísseis e drones usados lembram armas iranianas, embora analistas afirmem que mais estudos são necessários para ligá-los definitivamente ao Irã.
Salami acrescentou que o Irã não quer começar um conflito, mas pareceu alertar os EUA e a Arábia Saudita de que o país está preparado. "Nós não vamos parar até a destruição de qualquer agressão", disse.
Em Riad, o ministro de Estado das Relações Exteriores da Arábia Saudita criticou o Irã. "Quanto mais engajamento você tem com o Irã, mais o Irã acredita que seu comportamento agressivo é aceitável no mundo, e ele não é aceitável, então essas questões devem ser consideradas", disse Adel al-Jubeir em entrevista coletiva. Ele disse que o reino está esperando a conclusão da investigação sobre a origem dos ataques "para podermos responder".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou na sexta-feira que não está inclinado a autorizar um ataque militar imediato no Irã como resposta aos ataques à Arábia Saudita, dizendo acreditar que a restrição "mostra muito mais força", e que ele quer evitar uma guerra total.
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Guarda Revolucionária do Irã diz estar pronta para 'qualquer cenário'
Irã negou envolvimento no ataque de 14 de setembro
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