Cidades

ECONOMIA

Revendedores tentam segurar preço do gás de cozinha após reajuste

Petrobrás anunciou segundo aumento seguido em menos de um mês

Redação

25/11/2019 - 11h40

Após o anúncio do aumento de 4% no valor do gás de cozinha, que entra em vigor a partir desta segunda-feira (25) em todo o país, consumidores em Campo Grande devem demorar para sentir os impactos diretos da alteração. Na capital do Mato Grosso do Sul, revendedores ainda se esforçam para não repassar o aumento para os consumidores que, enquanto duram os estoques comprados pelo valor antigos, ainda terão a oportunidade de comprar o produto sem diferenças de preços.   

Na tentativa de manter a clientela, o consenso entre os fornecedores de Campo Grande é, apesar do valor mais caro na hora de comprar, tentar manter o preço na revenda e reduzir a margem de lucro. As empresas informaram ainda estudar as possibilidades após a alteração. O Correio do Estado falou com empresas do ramo na Capital, encontrando a variação de R$65,00 até R$79,00 no botijão de 13 quilos comercializado em diferentes bairros da cidade. Segundo os comerciantes consultados, o valor deve ser mantido pelo menos a curto prazo. 

A alta no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) é direcionado para o comercializado em botijões de 13 quilos, de uso doméstico. Já o gás de consumo industrial ou vendido a granel sofre reajuste de 0,6%. Este é o segundo aumento seguido em menos de um mês. Em outubro, o preço do GLP doméstico já havia sofrido ajuste, quando a estatal anunciou a alta de 5%. Ainda de acordo com fornecedores ouvidos pela reportagem, após o primeiro aumento também evitou-se cobrar a mais do consumidor final.   

Com o último reajuste, o preço do gás de cozinha se iguala ao cobrado em grandes botijões para uso industrial. O aumento, aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto, elimina de vez a diferença entre os dois produtos, vigente desde o primeiro governo Lula, a qual tinha como objetivo auxiliar famílias de baixa renda. A política de preços diferentes foi extinguida por decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). 

Até então, de acordo com resolução de 2005, a Petrobrás vendia o gás de 13 quilos por menor preço, compensando a diferença no que era cobrado pelos botijões maiores. A justificativa do CNPE para as alterações é de que a resolução gerava distorções no mercado do produto, não garantindo descontos para o consumidor final, principalmente para as famílias de baixa renda.  

 

 

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