Cidades

DUPLO HOMICÍDIO

Irmãos paraguaios são mortos a tiros na fronteira

Caso aumenta número de mortes violentas registradas entre Brasil e Paraguai

Redação

09/12/2019 - 11h36

Mais um caso de assassinato que exemplifica a violência na fronteira entre Brasil e Paraguai aconteceu na madrugada de hoje (9). Os irmãos Nestor e Ignácio Gadea, de 37 e 36 anos respectivamente, foram executados a tiros no lado paraguaio da fronteira, em Pedro Juan Caballero. 

Segundo o site de notícias Capitan Bado, as vítimas, que tinham nacionalidade paraguaia, estavam em um bar por volta das 00h30 de hoje quando foram mortos. 

De acordo com o depoimento dado pelo proprietário à polícia, os irmãos chegaram ao bar, que fica no povoado de Piky, e pediram ao dono do estabelecimento para beber e ouvir música no local. 

Segundo o mesmo, ele deu a permissão e voltou para dentro do bar, momento em que ouviu os disparos feitos por um homem de moto, que fugiu em seguida. 

Os dois irmãos morreram na hora e o duplo homicídio segue sendo investigado pela polícia paraguaia. 

TERROR

Segundo dados divulgados pelo jornal paraguaio Ultima Hora, os números de mortes violentas que aconteceram ao longo de 2019 nas cidades de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã totalizam 248 casos. 

As duas cidades, que juntas somam 220 mil habitantes, convivem diariamente com amostras da violência. Dos casos registrados, 114 aconteceram em Ponta Porã e 134 em Pedro Juan Caballero.      

Recentemente, a morte violenta do jovem Alex Ziole, de 14 anos, chocou ambos os lados da fronteira. O corpo carbonizado do estudante, que havia sido declarado desaparecido, foi encontrado esquartejado em um tambor próximo à rodovia BR-463, em Ponta Porã. 

De acordo com as investigações, o adolescente foi assassinado em um ‘tribunal do crime’ na cidade de Pedro Juan Caballero, onde residia. As investigações apontam que Alex teria sido enterrado no lado paraguaio da fronte e, posteriormente, devido à repercussão do crime, o corpo foi transferido para o lado brasileiro. Ainda de acordo com informações  também apontam que Alex, antes de ser morto, foi obrigado a cavar a própria cova.   

Já ontem (8), um idoso de 85 anos, residente em Ponta Porã, foi vítima do crime de latrocínio, roubo seguido de morte. O idoso, identificado como Daniel Gonçalves, teria recebido a aposentadoria durante a semana, o que poderia ser do conhecimento do invasor. 

O invasor portava um pedaço de madeira e teria desferido vários golpes contra o idoso, que morreu no local. Além do dinheiro, o criminoso levou também a moto da vítima, que que estava estacionada no local. 

 

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