Parte das casas populares no loteamento Bom Retiro, região norte de Campo Grande, foram finalizadas e entregues nesta sexta-feira (20). A situação no local destoa da realidade encontrada em outros complexos habitacionais destinados para antigos moradores da favela Cidade de Deus, conforme reportagens do Correio do Estado publicadas no dia 5 de dezembro.
Desta vez a prefeitura entregou mais 23 unidades, que fazem parte do programa Ação Casa Pronta, uma iniciativa da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (AMHASF) e Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat), em parceria com o Governo do Estado.
No total, já foram entregues, neste loteamento, 90 unidades habitacionais totalmente readequadas. Das 136 casas que necessitavam de construção ou reparos estruturais, agora o programa entra em sua fase final nesta comunidade.
A previsão de entrega das 46 moradias restantes é até fevereiro de 2020. Os loteamentos José Teruel I e II, Jardim Canguru e Vespasiano Martins também integram o programa, que deverá atender a estas comunidades após a conclusão das obras no Bom Retiro.
“Estamos esperançosos, muito felizes. É uma vida nova que se começa, com a realização deste sonho de receber esta casa, porque há mais de 15 anos a gente na espera. Estou muito feliz”, comemorou Cláudia Vieira, 40 anos. A casa será moradia dela, do esposo e mais três filhos.
PROBLEMA
Já a situação de 42 casas concluídas e outras com construções parciais, entregues na época da gestão do ex-prefeito Alcides Bernal, é crítica. As casas populares nos bairros Dom Antônio Barbosa e Vespasiano Martins - duas áreas para onde as famílias que viviam na antiga favela Cidade de Deus (próxima ao lixão de Campo Grande) foram levadas há quase quatro anos - correm o risco de desabar.
Desde então, as 450 famílias, que deveriam ter sido alojadas em locais adequados, convivem com a mesma situação anterior em barracos de lona ou em casas mal construídas e prestes a ruir.