O movimento de clientes em busca de produtos frescos e mais baratos duplicou nesta época do ano na Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa), e a maior parte dos consumidores procura frutas para o preparo da ceia de Natal. De acordo com o diretor de abastecimento do local, Cristiano Chaves, as frutas mais vendidas são as importadas: pêssego, ameixa, maçã, uva, nectarina e nozes.
“A gente espera um movimento de seis mil pessoas aqui na véspera de Natal. Hoje [ontem] foram quase seis mil. Deve aumentar pouco porque muita gente veio hoje [ontem] e domingo. As frutas que mais saem não têm grande procura ao longo do ano como têm agora. Triplica o consumo delas”, avalia.
A dona de casa Lucia Freitas, 60 anos, foi na Central para encontrar frutas. “Vim procurar pêssego e uva, frutas para compor a ceia”. Ela afirma que além de ter mais variedade, o preço também é melhor do que em grandes mercados. “Vou receber 20 pessoas, então é bom procurar e economizar. Aqui o preço está bom, mas precisei andar para encontrar o que compensa”.
Cristiano alega que a Ceasa atende não apenas os grandes mercados, mas pessoas comuns que buscam ingredientes para decorar ou utilizar na mesa da ceia de Natal. Ele relata que em dias normais o movimento de caminhões de carga e descarga não passa de dois mil por dia, porém, agora no fim do ano, a média diária é de 3,5 mil veículos.
À frente da Central há 14 anos, Chaves afirma que já está acostumado com a melhora nas vendas de fim de ano e ressalta que nem todos os produtos ficam em Campo Grande. Alguns comerciantes do interior vêm buscar direto no local para conseguir um preço melhor. “A gente abastece todo o Estado. Tem gente do interior que leva a mais para não ter que ficar indo e voltando todos os dias. Compra um pouco mais para não fazer duas e três viagens”.
Além do aumento de veículos descarregando mercadoria e de consumidores em busca de qualidade e menor preço, também aumentou a quantidade de trabalhadores no Ceasa.
Ao todo, o local tem 66 boxes de vendas e, em média, cada um com 15 funcionários, mas, para ter um bom atendimento, mais pessoas são contratadas. “De 15, em média, vai para 20 pessoas. Chega a ter umas 1,5 mil pessoas trabalhando todos os dias”.
O empresário Carlos Renato destaca que o comércio aumento para compra de frutas. “A procura principal é de pêssego, ameixa, uva.
O movimento começou mesmo hoje; amanhã, esperamos ainda mais gente porque o pessoal deixa para comprar de última hora”.
De acordo com Cristiano, as mercadorias vendidas para todo Estado são de 400 produtores ligados a cooperativas, além de 200 da agricultura familiar. “São 66 empresas. Com a internet ajudando, estamos recebendo pedidos para entregar amanhã [hoje]. O movimento deve ser mais para despachar mercadoria”.
Para o Ano Novo o movimento deve normalizar entre duas mil pessoas por dia. “Até o dia 26, a gente espera umas 6 mil, depois cai”.