Campo Grande está entre as 25 maiores cidades do Brasil quando o assunto é o consumo de artigos para casa e decoração. O levantamento produzido pelo segundo ano consecutivo pela Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas e Flores (ABCasa) e pelo instituto IEMI Inteligência de Mercado mostra que, em 2018, a cidade ficou na 24ª colocação no ranking brasileiro, subindo seis lugares, já que, em 2017, ocupava a 30ª posição.
Já a contribuição da Capital no mapa geral de consumo de 2018 é de 0,47%, contra 0,43% em 2017. A cidade está à frente de localidades como Maceió, Vitória, Santos, Juiz de Fora, Natal, Londrina e Cuiabá, entre outras. No Mato Grosso do Sul, além da capital, também integra o ranking das 150 maiores cidades o município de Dourados, na 131ª posição.
No Brasil, em 2018, as vendas do varejo tiveram um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior – o setor movimentou R$ 62,9 bilhões, contra R$ 54 bilhões em 2017.
A novidade na metodologia da pesquisa foi a incorporação do setor têxtil (casa, mesa e banho). Dessa forma, foram registrados ganhos em praticamente todos os indicadores analisados, a começar pela produção: o novo setor acrescentou R$ 11,4 bilhões ao valor representado pelas áreas abrangidas pela ABCasa. Além disso, as vendas no varejo tiveram um ganho de R$ 18,4 bilhões, totalizando R$ 81,3 bilhões.
A produção de artigos para casa e decoração apresentou um crescimento de 8% em 2018, passando de aproximadamente R$ 24 bilhões para R$ 25,7 bilhões. São 20 mil unidades produtoras existentes no país. Contudo, por conta da crise econômica, houve uma redução de 2,9% no número de unidades produtoras.
O levantamento aponta ainda que o setor tem melhorado seus níveis de produtividade e eficiência, seja pela adoção de melhorias no processo produtivo, novas tecnologias e até mesmo um aumento no valor agregado dos produtos relacionados à casa e decoração.
De acordo com a pesquisa, em relação à cadeia de escoamento desses produtos até o consumidor final, foi registrada uma queda de 1,4% no número de atacadistas do setor. Com a inclusão de cama, mesa e banho, o crescimento fica em 0,4%. Quanto ao número de pontos de venda do varejo total, o setor apresentou uma contração de 2,3%. Com os novos segmentos, os números crescem 7%.
Mão de obra
A mão de obra empregada no varejo se manteve no patamar dos 2,2 milhões de funcionários. O varejo não especializado teve um acréscimo de 100 mil postos de trabalho, apresentando um crescimento de 6,7% entre 2017 e 2018.
Já em relação ao comércio exterior, o setor teve um crescimento de 20% das importações, passando de US$ 1 bilhão em 2017 para US$ 1,2 bilhão em 2018. Em relação às exportações, também apresentaram crescimento de 8,1%, passando de US$ 872 milhões para US$ 943 milhões. Com a entrada do setor de casa, mesa e banho, houve um acréscimo de US$ 200 milhões em importações e US$ 47,1 milhões em exportações.