Agentes de combate às endemias de Campo Grande começaram nesta segunda-feira (6) mapear os pontos mais críticos e alta infestação do mosquito Aedes aegypti, que além da dengue, transmite a febre chikungunya e o zika vírus. Paralelamente, os servidores vão coletar dados para atualizar o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) nas sete regiões urbanas da Capital.
Na abertura dos trabalhos, o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), José Mauro de Castro Filho, se reuniu com agentes que atuam na região central. Conforme o último LIRAa, divulgado em novembro passado, a região apresentou índices superiores a 3,9% de infestação, o que gera um alerta, considerando que o recomendado é menor que 1%.
“O trabalho desenvolvido pelos agentes é extremamente importante e sobretudo estratégico. Com este levantamento nós identificamos os criadouros predominantes e a situação de infestação do município. Com os dados em mãos podemos direcionar as ações e controlar as áreas mais críticas e infectadas pelo mosquito. Mas não basta somente o Poder Público fazer a sua parte, é preciso que haja conscientização e que as pessoas recebam bem os servidores”, explicou. Uma das dificuldades relatadas pelos servidores é justamente a de conseguir entrar nos imóveis e fazer as vistorias.
AÇÕES
Paralelo ao levantamento da infestação do mosquito, os agentes realizam o trabalho mecânico de eliminação dos criadouros do mosquito, atuando na verificação e eliminação de recipientes com águas, verificação de vasos de plantas, garrafas pets, casca de ovo, casca de caramujo, folhas de bananeiras, tampa de tanque de lavar roupas pneus de automóvel e de bicicletas.
Em dezembro, a Sesau recebeu 970 armadilhas para Ovitrampa e três aspiradores para a captura de mosquito da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Essas ferramentas irão auxiliar no monitoramento da eficácia das ações futuras. A previsão é de que até julho toda as regiões estão cobertas com as armadilhas.
Até o dia 30 de dezembro foram registrados 39.301 casos de dengue notificados em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos. Apesar dos números expressivos impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com menos da metade dos casos registrados no ano anterior. Foram 239 notificações contra 519 de 2018. Durante todo ano foram registrados 438 casos de zika e 243 de chikungunya.