A Secretaria de Estado de Saúde vai apresentar ao Ministério da Saúde até segunda-feira o plano de contingência para prevenir atender eventuais casos suspeitos do coronavírus em Mato Grosso do Sul. Este plano vai levar em consideração a estrutura existente, o número de leitos disponíveis e o fluxo de pessoas na fronteira com o Paraguai e Bolívia.
Na reunião do Ministro da Saúde Henrique Mandetta com secretários de saúde dos estados e das capitais realizada ontem em Brasília, o ministro disse o Governo federal vai gastar R$ 145 milhões na compra e envio para os estados de máscaras, gorros e outros materiais ou equipamentos necessário para evitar o contágio da doença. “Cada estado tem uma peculiaridade, tem um situação ímpar. Por isso é necessário o plano de contingência dos Estados até segunda-feira. Podemos fazer uma eventual crítica, ajustes” ressaltou Mandetta, explicando que a partir disso a pasta veria se é melhor centralizar a contra de insumos no ministério para reduzir preços que subiram por causa do fechamento das fronteiras da China para exportação.
De acordo com Mandetta, o país está se preparando considerando um cenário intermediário de casos no Brasil. O ministro afirmou que não há no horizonte, no momento, uma grande epidemia do vírus no país.
O secretário municipal de Saúde de Campo Grande, José Mauro Pinto de Castro Filho, enfatizou que é necessário haver “o fortalecimento da vigilância sanitária nas secretarias municipais” e que é preciso uma “definição do protocolo de casos suspeitos”.
Já para o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, disse que pelo fato do Estado fazer fronteira com o Paraguai e a Bolívia “isso vai fazer com que tenhamos conversas com países fronteiriços” e acredita que pela eficiência do SUS a população do Estado e das cidades da fronteira não corre risco de contaminação.