Começaram a ser entregues nesta sexta-feira (7) em Campo Grande 50 poltronas de hidratação para tratamento de pacientes com dengue. Os móveis foram doados pelo governo do estado e serão distribuídos nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e quatro Centros Regionais de Saúde (CRSs).
As 13 primeiras poltronas foram levadas para a UPA Moreninha. Mais duas devem chegar à UPA Leblon e o restante deverá ser entregue nas próximas semanas. Elas serão dispostas em uma sala de hidratação disponibilizada na unidade para atender pacientes com suspeita de dengue e outros casos onde houver necessidade de hidratação via venosa.
Segundo o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), José Mauro de Castro Filho, a dengue pode se manifestar de formas diferentes, mas o tratamento inicial consiste basicamente na hidratação, seja via oral ou venosa, pelo fato da doença remover parte do líquido dos vasos sanguíneos e comprometer a circulação do sangue.
“Estamos buscando fortalecer os protocolos de manejo clínico da doença, reforçando a nossa assistência e possibilitando um tempo resposta melhor no tratamento que começa pela hidratação. Com o reforço destes mobiliários, vamos conseguir ampliar e melhorar o atendimento para a população”, disse.
DADOS
O mês de janeiro terminou com 25% de notificações a menos de dengue, se comparado com o mesmo mês do ano anterior. Conforme os dados parciais divulgados pela Gerência Técnica de Endemias da SESAU divulgado nesta semana, foram notificados 2.273 casos da doença no primeiro mês deste ano, contra 3.027 no mesmo período em 2019.
Os casos de zika e chikungunya também foram menores em janeiro deste ano. Em 2019 foram 78 notificações de zika e 69 de chikungunya, contra 25 e 12 respectivamente, neste ano.
Por outro lado, sete áreas de Campo Grande foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRAa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices considerados satisfatórios.
O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. Em seguida, aparecem Jardim Azaleia com 7,4% de infestação; Jardim Antártica, 5,2%; Alves Pereira, 4,8; Sírio Libanês, 4,4%; Jardim Noroeste, 4,2% e Maria Aparecida Pedrossian, 4,0%.