Cidades

TENTATIVA

Para economizar R$ 1 milhão, tapa-buraco é reduzido

Com menos equipes das ruas, prefeitura quer poupar recursos

Adriel Mattos

22/04/2020 - 11h00

Na tentativa de economizar recursos que podem ser aplicados principalmente na área da saúde, por conta da pandemia de Covid-19, o serviço de tapa-buraco foi reduzido em Campo Grande. A decisão partiu do Executivo Municipal e a estimatva é de poupar R$ 1 milhão por mês.

O titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, informou que o serviço antes com 15 equipes espalhadas pela cidade, agora atua com dez. “Como as chuvas diminuíram a gente tem menos buracos então foi uma forma que encontramos para reduzir os gastos da secretaria, que havia sido orientado pelo prefeito, para adequar as despesas e reduzir no que pode reduzir”.

Além dos trabalhos nas ruas pavimentadas, o serviço de recomposição em vias não asfaltadas também tiveram uma redução, de dez equipes a administração municipal passou para seis. “É o que é possível fazer, não podemos parar tudo, senão fica um caos”, afirmou Fiorese.

O secretário completou dizendo que ainda não há previsão para que o serviço volte ao quantitativo que era antes. “Vai depender de como tudo vai evoluir, como vai ficar a economia, não dá para fazer uma projeção. Ainda é tudo muito incerto”.

Apesar de a secretaria avaliar que o número de buracos na cidade está reduzido em função da redução das chuvas, a equipe de reportagem percorreu algumas ruas de Campo Grande e foi possível encontrar vários buracos em diferentes regiões da Capital, como nas ruas Eduardo Contar e Guaraí, no Bairro Guanandi, e na Avenida Gunter Hans, região do Bairro Coophavilla 2.

A obra da Avenida Ernesto Geisel também teve mudanas. No local funcionários  rastelam as margens dos dois lados da via, em trecho próximo ao cruzamento com a Rua Santa Adélia, mas a quantidade de trabalhadores na obra foi reduzida. “Os que estão no grupo de risco não estão trabalhando”, explicou o secretário. Ele não soube precisar o número de servidores a menos que estão na obra.

As obras tocadas com verbas do Governo Federal, conforme Fiorese, ainda não sofreram mudanças porque até agora a União não “fez sinalização de que deveria haver paralisações”.

LICITAÇÕES

Por outro lado, as obras que estavam pendentes de licitações estão paradas já que a prefeitura proibiu reuniões presenciais na administração pública. A prefeitura foi obrigada a paralisar pelo menos 14 licitações, devido à necessidade de apresentação de proposta por parte de empresas interessadas. Isso por conta do decreto n° 14.195, que proibiu atividades presenciais, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Com isso, a reforma do Teatro Municipal José Octávio Guizzo, a revitalização e expansão das lâmpadas de LED em ruas e avenidas e a pavimentação de nove trechos de estradas vicinais de Campo Grande e região estão paralisados aguardando a suspensão do decreto para que o edital seja publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Há também outros onze processos licitatórios, de várias áreas, que haviam sido publicados em Diário, mas que estão suspensos, de acordo com o site da Diretoria-Geral de Compras e Licitações (Dicom).

Entre eles está a contratação de empresa para elaboração de projeto básico, executivo e complementares da piscina olímpica no Parque Ayrton Senna, a contratação de empresa para execução de reforma do Horto Florestal, e a contratação de empresa para implantação de sinalização semafórica das ruas Brilhante e Guia Lopes.

Além dos processos que já se encontram finalizados, o secretário afirmou que há também outros que estão com os trâmites internos quase concluídos, mas que não há previsão para saírem do papel. Como as obras de drenagem e pavimentação na região do bairro Nova Campo Grande. O projeto prevê a execução de 16 quilômetros de drenagem, 20 quilômetros de pavimentação e 9 quilômetros de recapeamento.

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