Parceira entre a Prefeitura e a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) que tinha como finalidade encontrar respiradores à venda pelo mundo identificou que os equipamentos mais baratos estão custando US$ 32 mil, ou seja, cerca de R$ 180 mil reais de acordo com o valor da moeda na manhã desta segunda-feira (27). A equipe também encontrou equipamentos valendo US$ 40 mil.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, José Mauro de Castro Filho, como o valor do equipamento está muito acima do normal, já que em outras oportunidades ele chegou a ser adquirido por R$ 50 mil, a administração desistiu de fazer a compra neste momento.
“Esse valor é inviável para comprar agora, quando ainda não estamos com uma grande ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Vamos tentar outras estratégias neste momento”, afirmou o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
A parceria foi fechada entre os órgãos no início deste mês, quando a ACICG ofereceu à Prefeitura de Campo Grande para trabalhar com seu setor de comércio externo na ajuda para encontrar fornecedores durante a pandemia do novo coronavírus. Isso porque a administração municipal vem encontrando dificuldade em aquirir equipamentos que são essenciais durante o tratamento dos infectados, como os respiradores.
A Sesau já havia tentado a compra no mês passado de 150 respiradores, mas a tratativa não conseguiu ser efetivada. Como o valor dessa nova tentativa foi maior que o esperado, a Prefeitura decidiu retirar a proposta feita.
Em Campo Grande há, pelo menos, 402 respiradores, tanto em leitos particulares quanto públicos, sendo 382 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e outros 20 nas unidades de saúde 24 horas da Capital. Do total em UTI, são 269 no Sistema Único de Saúde (SUS) e outros 113 em leitos particulares.