Nos últimos dias, devido à liberação para saque do auxílio emergencial de R$ 600 da União, filas enormes de pessoas em busca do benefício começaram a se formar em frente às agências da Caixa Econômica Federal. Por conta disso, a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) começou a fiscalizar as filas por conta da pandemia do coronavírus - a recomendação é que se evite aglomerações de pessoas.
Em Campo Grande, quatro agências da Caixa foram notificadas e podem pagar até R$ 50 mil em multa por desrespeitar as regras da vigilância sanitária. Segundo o órgão, após a notificação, um processo administrativo é aberto e a empresa pode se adequar às normas infringidas. Se caso reincidir no erro, será multada pela fiscalização.
O Correio do Estado chegou a noticiar a situação de alguns cidadãos em filas nas agências da Caixa, onde a espera nas filas passava de duas horas sob o sol. Houve casos de pessoas que madrugavam em frente ao banco para garantir atendimento, mesmo com o aumento no horário de atendimento à população.
Isto chamou atenção do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que afirmou que as filas ocorrem em razão da "natureza" e "cultura" dos brasileiros, que têm dificuldade para acessar o aplicativo criado pelo governo.
"Tem uma parcela da população que não usa o aplicativo, quer dizer, não usa o sistema digital... Ela precisa ir na Caixa, ver o dinheiro, pegar o dinheiro, é uma tradição de algumas pessoas, particularmente as de mais idade", disse Onyx.
A Caixa também precisou esclarecer, em nota, que todas as pessoas que chegarem às agências durante o horário de funcionamento serão atendidas e que “não é preciso madrugar nas filas (sic)” para evitar períodos excessivos de espera e aglomerações.
Além disso, a empresa intensificou o atendimento às pessoas que estão nas filas, de forma a acelerar com prestação de informações e geração de senhas para a realização de saques, conforme o calendário de pagamento e da necessidade de se manter o distanciamento.