Começa operar a partir de segunda-feira (18) mais um túnel de desinfecção em um dos terminais do transporte coletivo de Campo Grande. Após o Terminal Guaicurus, o sistema chegou ao Terminal Morenão.
Ao passar, o túnel é acionado por meio de sensores e a recomendação é que a pessoa faça um giro para que a substância à base de ozônio atinja todo o corpo para a desinfecção completa.
O sistema é de uma empresa de Bauru. “Ao ser ativado, uma névoa é dispersada pelo ambiente, garantindo a segurança de quem passa. Outro ponto de destaque é a não agressividade do produto, sendo totalmente seguro e não provocando reações alérgicas”, diz texto na página da empresa na internet.
NOTA TÉCNICA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota na qual afirma “faltar evidências científicas” de que o uso de estruturas como câmaras, cabines e túneis para desinfecção de pessoas tenha eficácia, enquanto medida preventiva contra o novo coronavírus.
De acordo com a autoridade sanitária, “a duração de 20 a 30 segundos para o procedimento não seria suficiente para garantir o processo de desinfecção”. Além disso, a nota técnica, divulgada na noite desta quarta-feira (13) pela Anvisa, reforça que a adoção desse mecanismo “não inativaria o vírus dentro do corpo humano, além de poder causar danos à saúde de quem se submetesse à desinfecção com saneantes aplicados diretamente na pele e nas roupas”.
No caso do gás ozônio, até mesmo uma exposição leve ou moderada produz problemas nas vias respiratórias e irritação nos olhos. “Dependendo do tipo de exposição, pode causar desconforto respiratório e outros danos, podendo levar a óbito”, complementa a nota.