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SAÚDE

Para conter avanço da Covid, barreiras sanitárias começam na capital

São aplicados questionários e medidas as temperaturas de motoristas de outras cidades e estados

Gabrielle Tavares

26/05/2020 - 12h56

Começaram a funcionar nesta terça-feira (26) cinco barreiras sanitárias nas rodovias que dão acesso a Campo Grande. 

Porém, as estruturas estão em fase de testes nas próximas 48 horas.

Estão envolvidos cerca de 200 pessoas na operação, de órgãos do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Ministério Público, Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Guarda Civil Metropolitana (GCM), Secretaria Municipal de Infraestrutura e de Serviços Públicos (Sisep) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Todos os profissionais estão utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

São parados quem vem de outros municípios, pessoas que são da Capital e passam pelo local são instruídas a seguir seu destino. 

Quem é barrado responde um questionário, onde informa se teve algum sintoma da Covid-19 nos últimos dias e tem a temperatura corporal medida. 

Quem não tem nenhum sintoma ganha um adesivo para não ser para novamente, segue pela barreira e tem o veículo higienizado com uma solução de hipoclorito de sódio diluído em água.

Os que apresentarem sintomas são encaminhados para uma estação de saúde montada à beira da estada e recebe atendimentos de equipes especializadas. 

“Passam mais de 60 mil veículos por dia por aqui. Eles vão passar por uma entrevista e se tiver algum sintoma faz avaliação aqui mesmo”, frisou o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), José Mauro de Castro Filho.

Autoridades visitaram a barreira situada na saída para Cuiabá, em frente ao Shopping Bosque dos Ipês. 

Enquanto a reportagem do Correio do Estado estava no local, apenas uma mulher disse ter apresentado sintomas do novo coronavírus, mas o teste teve resultado negativo para Covid-19. 

Mesmo assim ela foi atendida e recebeu orientação para procurar uma unidade de saúde nas próximas 48h.

Um dos motoristas que passavam pelo local, Renato Ferrarezi, de 52 anos, veio de Rio Verde de Mato Grosso para Campo Grande a trabalho, gostou da iniciativa. 

“Acho muito importante ter essa barreira por aqui. Na minha cidade tem poucos habitantes, mas dá medo de vir para cá. Só que como tem que vir a gente vem né, e essa barreira aqui da mais segurança”, comentou o empresário.

Os resultados obtidos nas cinco barreiras sanitárias da Capital serão estudados para que sejam implementadas em mais vias.

Número de casos no interior

O aumento do número de casos no interior do Estado preocupou a Prefeitura da Capital e motivou a implementação das barreiras. 

De modo geral, com 17 mortes, Mato Grosso do Sul tem 1.100 casos de Covid-19, distribuídos principalmente em Campo Grande, com 249; Guia Lopes da Laguna, 199; Dourados, 180; e Três Lagoas, 126. 

Ouras localidades com números altos são Fátima do Sul (42), Itaporã (31), Bonito (30), Jardim (28), Douradina (20), Corumbá (19) e Brasilândia (15).

“Houve um número muito crescente no interior e geralmente as pessoas vêm muito para a Capital. 

Pretendemos fazer uma mensuração se esses casos podem ser transmitidos ou não para Campo Grande”, relatou o prefeito Marcos Trad (PSD). 

Ele espera que a ação contenha o avanço dos casos na Capital. “Estamos aqui para não aumentar, por exemplo, é o que acontece nas hidrelétricas, se o lago está cheio, coloca-se a barreira para não aumentar mais a água”, concluiu.

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