Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto - Departamento de Ciências Biomoleculares da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e do departamento de Biologia Celular da Faculdade de Medicina - teve resultado positivo com o uso do medicamento tenofovir desoproxila fumarato (TDF), ministrado geralmente para pessoas com Aids e hepatite B, no tratamento da Covid-19.
De acordo com os pesquisadores, o estudo começou depois que pesquisas internacionais mostrarem dados promissores em relação ao antiviral Remdesivir. Com isso, os especialistas resolveram adaptar a pesquisa que já faziam, em relação ao desenvolvimento do princípio ativo, entre eles a produção do TDF, com o intuito de encontrar um tratamento adequado para a doença.
A análise feita em laboratório mostrou que o remédio conseguiu reduzir a carga viral de células infectadas com o novo coronavírus em até 15 vezes. Outro ponto positivo do medicamento foi que ele não demonstrou, até o momento, toxicidade, sobre as células afetadas.
As informações, entretanto, ainda precisam ser confirmadas através de testes em humanos infectados com o novo coronavírus. A pesquisa foi publicada no jornal científico Journal of the Brazilian Chemical Society, da semana passada.