Lixos jogados na Avenida José Barbosa Rodrigues incomoda moradores que usam a avenida para praticar exercícios físicos. “Tem muito entulho aqui, jogam televisão, vaso sanitário, sofá, colchão”, explicou um idoso que cuida de maneira voluntária do canteiro da Avenida. A Prefeitura da Capital disse que a responsabilidade de fazer a limpeza do local é a Secretaria Municipal De Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
Segundo a prefeitura, a Sisep faz a limpeza regularmente, mas o voluntário Valmir Martins de Assis, de 66 anos, contou que as pessoas continuam jogando lixo. “Tem muita coisa jogada na beira da pista, que é de caminhada”, contou. Ele capina o mato que fica na beira da pista e planta árvores no local.
Valmir trabalha no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), e fez do trabalho voluntário um passatempo, que pratica desde 2012, logo após a inauguração da avenida. “Plantei árvores desde o Orto até o início do bairro Jardim Zé Pereira”, disse.
Ele mostrou com orgulho os ipês-amarelos que plantou, que já estão grandes. O idoso escolheu árvores que dão flores amarelas para cultivar no local, para contrastar com o verde que há nas folhagens que beiram o córrego Imbirussu, e segundo ele, causar uma paisagem impactante.
O voluntário não deixou de trabalhar no canteiro por causa da pandemia, mas aderiu o uso da máscara. “Acho prazeroso fazer isso. Como tenho conhecimento dessa prática, foi a oportunidade que achei de fazer algo para a comunidade”, explicou.
Valmir disse que é grato pela prefeitura deixar ele cuidar do local, mas que alguém precisa limpar a avenida. “Ela precisa de mais fiscalização também, principalmente de noite. Estou tentando impedir que uma espécie de árvore grande invada a pista de caminhada, porque de noite ela deixa o lugar muito escuro e as pessoas têm medo de passar”, apontou.
Valmir parou por alguns minutos para conversar com a reportagem do Correio do Estado, mas assim que se despediu já voltou a trabalhar em uma muda que estava plantando. “Todos nós estamos aqui de passagem né. Tudo que pudermos fazer para o bem da humanidade, para o bem das pessoas que estão vivendo com a gente, é bom”, concluiu.