Comer bem é uma maneira de manter o sistema imunológico em dia. Assim como boas horas de sono, a alimentação auxilia a manutenção de um sistema imunológico saudável.
De acordo com a servidora pública estadual, Marcia Lamberti, nutricionista da Coordenadoria Regional de Educação de Nova Andradina, “escolher uma alimentação que fortaleça o organismo e evite certos tipos de doença é primordial neste momento que estamos atravessando”.
Para ela, alimentos frescos e não processados, como frutas, legumes, verduras, grãos e oleaginosos, além de tubérculos e raízes, são sempre as melhores opções para manter o bom funcionamento do organismo.
Consumir alimentos processados contribuem para o aumento da inflamação e o surgimento de obesidade, hipertensão e diabetes, doenças que inserem portadores no grupo de risco e prejudicam o quadro da covid-19.
“Precisamos repensar nossa falta de tempo, refletir sobre a organização do nosso dia a dia”, alerta a nutricionista sobre a importância que os alimentos exercem na rotina de alimentação diária.
“Também não podemos esquecer da hidratação, que exerce um papel importante no corpo”, relembra. A profissional recomenda a ingestão diária de no mínimo 25ml de água por quilo de peso.
Responsável pelo planejamento da alimentação escolar nos municípios daquela região, Márcia ressalta que, junto à direção das escolas, promove capacitações com as merendeiras das escolas, inclui a abordagem de temas como higiene, manipulação e recebimento dos alimentos.
A rotina compreende a construção de cardápios que atendam toda a rede escolar da região, além do acompanhamento de compras, feitas pelos gestores das unidades, e até mesmo o dia a dia junto aos técnicos que atuam nas escolas.
“A redução do uso dos industrializados é um dos trabalhos que temos liderado. Um exemplo é o achocolatado, que substituímos pelo café em razão do açúcar”, esclarece. Ela destaca ainda itens como linguiça e biscoitos também estão sendo substituídos.
Outro ponto que requer atenção e é combatido pela profissional é a elaboração de cardápios para as crianças com doenças celíacas, diabetes ou veganas. “Nas escolas estaduais este é um trabalho recorrente, estamos sempre preparando novos cardápios e receitas para atender este público”, conclui.