Cidades

SEGURANÇA

Mortes em confronto com a polícia caem pela metade em Mato Grosso do Sul

De janeiro a outubro de 2019 foram 45, e este ano, no mesmo período, 22

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o número de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial caiu 51% neste ano em Mato Grosso do Sul em comparação com o ano passado.  

De janeiro até o fim de setembro de 2019 foram 45 mortes causadas pela polícia no Estado. 

Em 2020, o índice foi para 22 durante o mesmo período. Também houve queda em Campo Grande, de 47%. De janeiro a setembro do ano passado foram 17 ocorrências; já neste ano foram nove.

Segundo a Sejusp, por meio do tenente-coronel Cleber Pereira da Silva, chefe da comunicação da Polícia Militar do Estado, essa queda tem relação com o aumento de armas apreendidas este ano. 

“Caiu o confronto e aumentou a quantidade de armas apreendidas, e esse aumento a gente entende que fez reduzir os confrontos, porque preventivamente conseguimos desencadear operações em que tiramos armas das mãos de marginais que poderiam vir a ter esse confronto”, disse.

Ainda conforme Silva, as ações da corporação tiraram o “elemento surpresa do marginal e ele não vem a confronto”. [...] As abordagens aumentaram e o cumprimento de prisão também. As ações preventivas diminuíram as ações reativas”.

Sobre a pandemia, o tenente-coronel afirmou que não tem como traçar um paralelo com outros períodos porque não há parâmetros para isso. “Não podemos dizer que tem a ver com a pandemia”.

Um caso recente desse tipo de homicídio decorrente de oposição à intervenção policial foi o de um homem de 24 anos morto em Dourados, durante confronto com o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) na madrugada do dia 27 de outubro.

De acordo com a polícia, equipe da DOF fazia bloqueio para fiscalizações na BR-463 quando o jovem, que estava em um Fiat Uno, ignorou sinais sonoros e luminosos e parou bruscamente.

Com os faróis desligados, ele desceu do veículo com uma arma calibre 9 mm e atirou contra os policiais, que reagiram e o balearam. O DOF afirmou ainda que ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

HOMICÍDIOS

Os números contrapõem a taxa de homicídio em Campo Grande, que teve grande alta neste ano (73,5%), como foi noticiado pelo Correio do Estado em outubro. A Sejusp atribuiu essa disparada à pandemia da Covid-19.  

Segundo o órgão, o confinamento social durante a pandemia e o crescimento no consumo de álcool e drogas, combinado às dificuldades financeiras, aumentaram o nível dos conflitos e de estresse.

A secretaria detalhou ainda que muitos autores e vítimas de homicídios mantinham laços familiares ou de amizade e não registravam antecedentes criminais. Além disso, quase metade dos casos ocorreu em residências ou locais privados.

Do total de homicídios registrados de janeiro a outubro deste ano, quase 68% já foram esclarecidos e os autores identificados – muitos deles presos em flagrante.  

Já no interior do Estado, os homicídios tiveram queda de 14,8% em comparação com o mesmo período de 2019.

 

LEGÍTIMA DEFESA

Em vigor desde o início deste ano, a legislação que alterou dispositivos do Código Penal, do Código de Processo Penal e da Lei de Execuções Penais, conhecido como pacote anticrime, traz um trecho sobre o tema. 

De acordo com a legislação, agentes de segurança que previnem agressões ou risco de agressões de bandidos a reféns durante crimes poderão ser enquadrados como legítima defesa, ou seja, podem não responder por estas reações contra criminosos.  

O trecho foi um dos mais polêmicos do pacote anticrime, já que a proposta apresentada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro ampliava as situações em que está prevista a isenção de punição quando esses crimes fossem cometidos.

Moro propunha permitir a redução de pena para qualquer cidadão quando o “excesso doloso ou culposo” (intencional ou não)” for cometido em razão de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção” e ampliava as possibilidades de legítima defesa para policiais ou agentes de segurança.  

O projeto aprovado, entretanto, foi modificado pelo Congresso, que juntou o texto à proposta feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

chefão do CV

Justiça barra recurso e Marcinho VP continuará no presídio federal de Campo Grande

Defesa questionou decisão que determinou a permanência do traficante no sistema penitenciário federal, mas recurso não foi admitido por não preencher requisitos legais

05/11/2026 18h58

Marcinho VP está preso no Presídio Federal de Campo Grande

Marcinho VP está preso no Presídio Federal de Campo Grande Reprodução/TV Record

Continue Lendo...

Mudança no Tempo

Virada no tempo traz temporais e queda de temperatura a Campo Grande e MS

Alertas do Inmet indicam risco de chuvas intensas, ventos fortes e granizo, enquanto a chegada de instabilidades deve provocar mudanças no clima da Capital e do interior do Estado.

05/11/2026 18h51

Relâmpago corta o céu durante temporal; previsão indica novas tempestades e queda de temperatura em Mato Grosso do Sul.

Relâmpago corta o céu durante temporal; previsão indica novas tempestades e queda de temperatura em Mato Grosso do Sul. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).