Cidades

segundo dia de protestos

Após onda de protestos, governo paraguaio troca ministros

A população questiona a falta de remédios e suprimentos nos hospitais, além de atraso no processo de vacinação no país

Gabrielle Tavares

07/03/2021 - 10h47

O presidente do Paraguai, Mario Abdo, anunciou que fará mudanças em seu gabinete ministerial, após o país ter uma onda de protestos violentos contra a forma como o governo tem administrado a pandemia do novo coronavírus. 

Entre sexta-feira e sábado, ao menos 21 pessoas - nove manifestantes e 12 policiais - ficaram feridas, conforme informações da imprensa local.

A população questiona a falta de remédios e suprimentos nos hospitais, além de atraso no processo de vacinação no país.

Neste sábado, o ministro das Tecnologias da Informação e da Comunicação, Juan Manuel Brunetti postou em sua conta no Twitter que o presidente "escuta os cidadãos" e "tem a melhor predisposição para poder fazer deste segundo mandato um bom período". Brunetti também disse que "os cargos (dos ministros) estão à disposição do presidente".

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Protestos violentos foram registrados na noite de sexta-feira em torno do Congresso contra a insuficiência de recursos nos hospitais e o que os paraguaios consideram ser uma má gestão da pandemia.

O colapso dos hospitais levou à saída do ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, na sexta-feira. Em seu lugar, Julio Borba foi nomeado interinamente, segundo nota da presidência. Borba era até sexta-feira vice-ministro de Assistência Integral à Saúde e Previdência do Ministério da Saúde.

Também vão deixar o governo Eduardo Petta, ministro da Educação, Juan Ernesto Villamayor, chefe de gabinete, e Nilda Romero, do Ministério da Mulher.

No início, centenas de pessoas saíram às ruas pacificamente para exigir a renúncia do presidente, mas a manifestação se tornou violenta com confrontos com a polícia, que respondeu com balas de borracha e gás lacrimogêneo. No sábado, novas manifestações foram registradas no leste do país.

O Paraguai registrou 165.811 casos positivos e 3.278 óbitos por covid-19 até o sábado, segundo o último relatório do ministério da Saúde do país. Fonte: Associated Press.

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