Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) lançou a 12º, e última, licitação para conclusão das obras no Centro de Estudos e Pesquisas da Ictiofauna Pantaneira, o Aquário do Pantanal.
O certame foi homologado no Diário Oficial desta segunda-feira (15), para atuação na reforma de serviços técnicos especializados para execução da automação da unidade.
A abertura será no dia 19 de abril, às 8h, na Av. Desembargador José Nunes da Cunha, s/n, Bloco 14, Parque dos Poderes, onde também estará disponível o edital e seus anexos.
A licitação é do tipo menor preço, ou seja, ganha os direitos da execução a empresa que apresentar menor orçamento. Além disso, desde que interessada, qualquer companhia do país está autorizada a se candidatar para concluir o SSV.
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Das 12 licitações já lançadas, apenas duas foram concluídas: a Substituição dos Vidros e a Cobertura Metálica. De acordo com o planejamento da obra, a instalação do Revestimento Composto (Monocapa) está perto de ser finalizada.
Em fase de execução estão os serviços de Impermeabilização e Cenografia dos Tanques, Programa de Condições e Meio de Trabalho (PCMAT), Climatização e Estrutura Metálica (Passarela).
Ainda em fase de licitação estão quatro frentes: Elétrica, Civil e Automação, além do Sistema de Suporte à Vida (SSV). O prazo de conclusão da obra está previsto para dezembro de 2021.
Na semana passada, o Governo do Estado reabriu, pela terceira vez, licitação para conclusão de parte das obras do Aquário do Pantanal declarada deserta por duas vezes após nenhuma empresa ter se interessado.
O certame foi lançado inicialmente em novembro de 2020, mas foi declarado como deserto no dia 20 de janeiro após nenhuma empresa demonstrar interesse.
Ele foi reaberto no dia 28 de janeiro, mas foi novamente declarado deserto no início deste mês.
Histórico
A obra foi iniciada em 2011 e paralisada quatro anos depois, sofrendo desgaste em decorrência do tempo e do abandono.
O centro de pesquisa, quando pronto, contará com 32 tanques (24 internos e oito externos) da ictiofauna pantaneira (peixes e répteis), mais de 5,4 milhões de litros de água e um sistema de suporte à vida com condições reais do habitat.
O objetivo é fazer do espaço um centro de referência em pesquisas e, para isso, o empreendimento também terá museu interativo, biblioteca, auditório com capacidade para 250 pessoas, sala de exposição e laboratórios de pesquisa para estudantes, cientistas e pesquisadores.
Orçada inicialmente em R$ 84.749.754,23, a obra inacabada já consumiu mais de R$ 240 milhões do cofre do governo do Estado.