As obras de ampliação e modernização do Aeroporto Internacional de Campo Grande estão na fase final. De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a entrega deve ocorrer ainda neste semestre.
“As obras de ampliação e modernização do aeroporto de Campo Grande estão entrando na fase final um ano e meio após o início”, anunciou Freitas em publicação nas redes sociais. Segundo o ministro, a obra faz parte da estruturação da aviação do País, com o objetivo de ampliar a oferta de rotas.
O conjunto de obras de reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Campo Grande foi anunciado em dezembro de 2018. Na época, a previsão de início era fevereiro de 2019, porém, não ocorreu dentro do tempo previsto.
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Em abril de 2019, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou ao Correio do Estado que a licitação ainda estava em processo de conclusão e que a demora aconteceu em razão da quantidade de concorrentes e da análise do processo.
O projeto contempla a ampliação e a modernização da sala de embarque, novos balcões de check-in, aquisição de equipamentos de vistoria de passageiros no embarque, adequação das vias de acesso, instalação dos sistemas elétricos e eletrônicos, acabamento, pintura e revestimentos na área ampliada do terminal de passageiros, além da ampliação da área comercial.
As intervenções tiveram início em outubro de 2019 e, seguindo o calendário previsto ainda em 2018, devem ser finalizadas neste primeiro semestre.
PRIVATIZAÇÃO
Assim como previsto anteriormente, o local será privatizado pelo governo federal.
Em fevereiro deste ano, o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, assinaram decreto publicado no Diário Oficial da União qualificando várias rodovias, portos e aeroportos para o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), com o objetivo de facilitar a concessão de bens públicos à iniciativa privada.
Na lista de privatização estão três aeroportos de Mato Grosso do Sul, os quais são administrados pela Infraero: o Aeroporto Internacional de Campo Grande e os aeroportos internacionais de Corumbá e Ponta Porã.
Os três aeroportos do Estado devem formar o bloco São Paulo/Mato Grosso do Sul, que inclui também o Aeroporto de Congonhas.
O plano prevê a transferência de 44 terminais à iniciativa privada. Em março de 2019, foi realizado leilão de 12 aeroportos do Brasil na Bolsa de Valores de São Paulo, com previsão de gerar renda de R$ 4,2 bilhões em 30 anos, de acordo com estimativa do Ministério dos Transportes.
Dez aeroportos brasileiros já foram concedidos à iniciativa privada: os terminais de Salvador, Porto Alegre, Natal, Fortaleza, Florianópolis, Campinas (SP), Guarulhos (SP), Rio de Janeiro (Galeão), Belo Horizonte (Confins) e Brasília.
A segunda rodada de privatização, com os blocos que incluem os terminais do Estado e outros considerados mais cobiçados pelo mercado, deve ocorrer até 2022. O plano foi formulado pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e pela Secretaria de Aviação Civil (SAC).