Mato Grosso do Sul recebeu nesta sexta-feira (26), lote de medicamentos de intubação orotraqueal (IOT), também conhecido como Kit intubação, enviados pelo Ministério da Saúde.
Foram entregues 14,7 mil unidades de medicamentos, sendo 4,3 mil ampolas de bloqueadores neuromusculares e 10,4 unidades de sedativos. Os medicamentos são essenciais para intubação dos pacientes que estão internados em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
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O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, alertou que os estoques estão críticos e que os medicamentos são de extrema importância para continuar a internação daqueles que precisam de um leito de UTI. “Estamos nos empenhando para que a população tenha o atendimento adequado, enquanto continuamos no enfrentamento contra COVID”, disse.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que a distribuição direta aos hospitais começou ainda hoje.
O Kit intubação será distribuído aos hospitais que estão no mapa de leitos do plano de contingência para Covid, conforme resolução 39 CIB/SES. A Resolução considera os dados enviados semanalmente por hospitais, informando Estoque e consumo médio mensal, enviados semanalmente pelas unidades hospitalares.
A Secretaria de Estado de Saúde também realizou compra própria de medicamentos do kit intubação, através de processo licitatório e aguarda a entrega pelas empresas vencedoras da licitação.
Em Mato Grosso do Sul, 1.144 pessoas estão internadas, sendo 656 em leitos clínicos e 488 em leitos de UTI, públicos e privados.
Falta de medicamentos
Os hospitais Santa Casa, Cassems e El Kadri se reuniram para alertar a população sobre a iminente falta de medicamento para atender pacientes com complicações da Covid-19.
O comunicado informa ainda que a maioria dos hospitais já trabalha com estoques muito baixos, e alguns preveem falta de certas substâncias para daqui dois dias.
O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren), também emitiu um alerta para a falta de medicamentos para sedação de pacientes entubados por complicações do coronavírus.
Situação
Nesta sexta-feira (26), Mato Grosso do Sul tem 161 pessoas à espera de um leito hospitalar para tratar a Covid-19. São pessoas com dificuldades respiratórias em sua maioria, que não têm acesso a oxigênio para suprir a falta de ar causada pela ação do coronavírus.
O boletim desta sexta-feira também trouxe novos recordes: o maior número de infecções no ano: 1.527 novos casos (399 em Campo Grande) e 70 mortes em todo o Estado.
A cinco dias do fim, o mês de março já é, de longe, o mais letal da pandemia: 686 pessoas morreram desde o dia 1º em Mato Grosso do Sul.
São 1.144 pessoas hospitalizadas com Covid-19 no Estado, dentre as quais, 488 em unidades de tratamento intensivo (UTIs), normalmente sedadas ou intubadas.
Campo Grande também teve seu dia com o maior número de mortos: 31. Todos os leitos hospitalares que essas pessoas ocupavam, porém, já estão ocupados por outras pessoas que estavam na fila por uma UTI, reflexo da alta demanda.
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