Mato Grosso do Sul ocupa o 12º no ranking dos estados que mais exportam no país e mesmo com pandemia, tem apresentado destaque. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), Alessandro Coelho, para o ano de 2021, a perspectiva para a balança comercial no Estado é positiva.
O principal produto exportado no Estado é a celulose, tanto em volume quanto em valor. Em 2019 foram exportadas 4,232 milhões de toneladas, para 5,538 milhões de toneladas no ano passado. O produto representa 37% do total exportado em termos de valor em Mato Grosso do Sul.
Em segundo lugar aparece a soja, o Estado vendeu 1,5 milhão de toneladas a mais em 2020, comparado com o volume exportado do produto em 2019.
De acordo com levantamento do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga/MS), com a colheita da safra de soja na reta final em Mato Grosso do Sul, a expectativa é de 53 sacas por hectare em média, com volume esperado de 11,222 milhões de toneladas.
Mesmo com a pandemia e a crise de alguns setores, os dados apontam que a área plantada com soja teve aumento estimado em 4,13%, passando de 3,389 milhões para 3,529 milhões de hectares. O produto no Estado representa 22% do total exportado no país.
“O agronegócio é extremamente amplo e tem muito destaque, a commodity de grãos apresenta um cenário positivo muito forte e positivo, as exportações são muito fortes no Estado, o Brasil tem a tradição de exportar e hoje Mato Grosso do Sul tem o protagonismo em várias áreas. Muitas pessoas ficam focadas apenas na questão comercial, e esquecem que envolvem muitas pessoas por trás do processo, com técnicas, pessoas, pesquisa e tecnologias”, destacou Alessandro Coelho.
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Conforme o levantamento, o plantio do milho de 2ª safra alcançou 91,8% e também deve ser encerrado nos próximos dias. Até o momento, houve um aumento de área plantada de aproximadamente 5,7%, passando de 1,895 milhão para 2,003 milhões de hectares na 2ª safra 2020/2021.
Ainda de acordo com o boletim técnico, a produtividade está estimada em 93,4 sacas por hectare e a previsão é de que o Estado colha 10,618 milhões de toneladas do grão. O preço médio da saca de milho está em R$ 78,6 e 84% da safra 2020 foi comercializada até o momento.
Alessandro Coelho destacou que a falta de informação pode ser um problema, visto que, os investimentos e inovações se tornaram essenciais na vida do produtor, para assim melhorar a produtividade.
“Nós temos campo para desenvolver ainda mais, mas para isso precisamos que a informação chegue para o produtor, porque ele pode estar utilizando as ferramentas de maneira incorreta, com tecnologia é possível dobrar a produção e empregar ainda mais pessoas na sua atividade”, destacou.
DESTAQUE
As exportações de Mato Grosso do Sul no ano passado somaram US$ 5,808 bilhões e ficaram 11,32% superiores ao total apurado em 2019, quando o estado contabilizou US$ 5,217 bilhões.
Produtos como a soja (+ US$ 500 milhões), óleos e gorduras vegetais (+ US$ 220 milhões), açúcar (+ US$ 240 milhões) e carne de aves (+ US$ 25 milhões) contribuíram para esse superávit.
Segundo os dados preliminares divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil pode ter vendido algo em torno de 13,4 milhões de toneladas de soja para o exterior só em março deste ano, sendo o melhor março da história do país.
E mais que dobrou o volume exportado de óleo e gordura vegetal e animal no mesmo período: de 442 mil toneladas para 1,029 milhão de toneladas.