Após receber novo carregamento de medicamentos para o kit intubação do governo do Estado, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul continua com falta de insumos, com medicamentos em estoque para apenas três dias. Caso não receba novo abastecimento, a unidade recorrerá a hospitais parceiros, que também enfrentam falta de medicamentos.
O Hospital Regional (HR) informou que, mesmo com pouco estoque, não pretende suspender novos atendimentos de pacientes intubados novamente e, para manter os pacientes, pedirá auxílio aos hospitais Cassems, Unimed, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), Pênfigo e Santa Casa.
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O HR suspendeu o recebimento de novos pacientes na quarta-feira (14), por falta de medicamentos do kit intubação. A unidade realizou empréstimos de outros hospitais em pequenas quantidades para manter pacientes já intubados, mas, mesmo assim, o estoque era de 24 horas.
De acordo com a diretora do Regional, Rosana Leite, o local ficou com estoque crítico de sedativos, com duração de horas. Ela explicou que a demanda é muito alta porque o hospital tinha 138 pacientes com Covid-19 intubados.
O governo do Estado recebeu novo carregamento com 45.416 itens do kit intubação na quarta-feira (14). Entretanto, em virtude da falta de medicamentos em todos os hospitais, a quantidade distribuída para cada unidade é baixa, o que não garante um estoque suficiente.
De acordo com a Santa Casa de Campo Grande, os abastecimentos de medicamentos para o kit intubação são feitos de forma fracionada e abaixo da necessidade, principalmente de analgésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares, usados para pacientes graves tanto com Covid-19 como com outras enfermidades.
“A Santa Casa tem encontrado dificuldade na aquisição, assim como as demais instituições. Medicamentos utilizados para intubação e sedação de pacientes graves têm estoque de 2 dias até 39 dias, dependendo do produto”, informou em nota.
O hospital recebeu informação de que os medicamentos serão abastecidos por fornecedores particulares e pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na próxima semana. “Estamos com diversos itens indisponíveis, pois estão em falta no mercado ou com fornecimento abaixo do solicitado. A saída tem sido usar substitutos menos eficazes”.
O Hospital Universitário relatou que possui 23 medicamentos do kit intubação e que seu estoque deve durar no máximo sete dias.
A Unimed Campo Grande informou que, com o aumento significativo de casos de coronavírus, há um consumo expressivo de medicamentos, o que causou a escassez no mercado, dificultando a compra nas quantidades necessárias. “Até o momento, não houve problema de abastecimento, mas não contamos com o mesmo estoque que tínhamos antes da pandemia”.
Já o Hospital Adventista do Pênfigo afirmou que possui estoque de medicamento para intubação para os próximos 5 ou 7 dias e que a previsão de nova reposição é semanal.