Mato Grosso do Sul recebeu 338.130 unidades de medicamentos de intubação orotraqueal (IOT), também conhecido como kit intubação, para garantir o tratamento de pacientes graves de Covid-19.
O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, destacou a quantidade de medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde. “Mato Grosso do Sul possui uma das maiores ocupações de leito de UTI do País, por isso estamos recebendo um grande quantitativo que irá ajudar os hospitais”, pontuou.
O lote recebido neste sábado faz parte de doação realizada ao Governo Federal por um grupo de empresas formado pela Petrobras, Vale, Engie, Itaú Unibanco, Klabin e Raízen. Foram adquiridos 2,3 milhões de insumos diretamente na China.
Dos 338.130 medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde, 207.020 são sedativos, 65.480 relaxantes musculares, 53.000 adjuvantes na sedação e 62.630 analgésicos.
No início da semana, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o secretário de Estado de Saúde, se reuniram com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, solicitando medicamentos do “kit intubação” para Mato Grosso do Sul.
Os medicamentos serão distribuídos aos Hospitais do Plano de Contingência do Estado para o Enfrentamento a Pandemia da Covid-19 que possuem leitos de UTI para atendimento de pacientes com Covid-19, e também aos hospitais de pequeno porte e UPAs que estejam com pacientes com Covid-19 intubados.
As quantidades enviadas a cada unidade serão definidas baseadas nas informações que os estabelecimentos de informam semanalmente à Secretaria de Estado de Saúde.
Carregamentos anteriores
O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que a escassez dos medicamentos do kit intubação está ocorrendo em todo o país e que estão sendo tomadas as medidas necessárias para que os hospitais sejam abastecidos com os insumos.
O Kit intubação está sendo distribuído aos hospitais que estão no mapa de leitos do plano de contingência para Covid. A Resolução considera os dados enviados semanalmente por hospitais, informando estoque e consumo médio mensal, enviados semanalmente pelas unidades hospitalares.
Na última semana, Governo do Estado adquiriu 41.416 unidades de sedativos provenientes de compra direta realizada através de processo licitatório. Na terça-feira (13), chegou um carregamento com 4 mil ampolas de bloqueadores neuromusculares.
Em 30 de março chegou carregamento enviado pelo Ministério da Saúde com 8.325 ampolas de bloqueadores neuromusculares. Em 29 de março, a SES recebeu 7.930 unidades de sedativos provenientes de compra direta realizada pelo Governo do Estado através de processo licitatório.
Em 26 de março Mato Grosso do Sul recebeu 14,7 mil unidades do kit intubação, enviados pelo Ministério da Saúde, sendo 4,3 mil ampolas de bloqueadores neuromusculares e 10,4 unidades de sedativos.
Falta de estoque
Após receber novo carregamento de medicamentos para o kit intubação do Governo do Estado na última semana, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) continua com falta de insumos, com medicamentos em estoque por apenas três dias.
Segundo o Hospital, caso não receba novo abastecimento irá recorrer a hospitais parceiros, que também enfrentam falta dos medicamentos.
O HRMS suspendeu o recebimento de novos pacientes na quarta-feira (14) por falta de medicamentos do Kit Intubação. A unidade realizou empréstimos de outros hospitais em pequenas quantidades para manter pacientes já intubados, mesmo assim, o estoque era de 24 horas.
De acordo com o Hospital Santa Casa os abastecimentos de medicamentos para o kit intubação são feitos de forma fracionada e abaixo da necessidade, principalmente de analgésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares, usados para pacientes graves com Covid-19 e não Covid.
“A Santa Casa tem encontrado dificuldade na aquisição assim como as demais instituições. Medicamentos utilizados para intubação e sedação de pacientes graves tem estoque de 2 dias até 39 dias, dependendo do produto”, informou em nota.
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) relatou que possui 23 medicamentos no kit intubação e que possui estoque de no máximo sete dias.
“Os hospitais estão tendo que emprestar medicamentos uns aos outros, e a indústria farmacêutica está sobrecarregada em nível nacional e mundial, os insumos e medicamentos estão chegando a conta-gotas nos hospitais, justamente para que todos possam receber, mas sem estoque por muito tempo”, alertou.
O Hospital Adventista do Pênfigo afirmou que possui estoque de medicamento para intubação para os próximos 5 ou 7 dias e a previsão de nova reposição é semanal. A instituição destacou que também compra medicações de outros fornecedores e tem previsão de chegada de mais medicações para a próxima semana.