Cidades

HOSTILIZADOS

Recebidos à pedradas, fiscais fecham pagode com mais de 200 pessoas

Sem alvará de funcionamento, local foi lacrado pela GCM e cinco pessoas foram levadas para a delegacia

Equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) foram recebidas com pedras durante fiscalizações do toque de recolher em um bar na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, na noite desta quarta-feira (21).

O evento era um pagode ao vivo que reuniu 200 pessoas. Indivíduos estavam sem máscara e aglomerados na frente do local.

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Foi necessário mais viaturas da GCM para encerrar o festejo. O local não possui alvará de funcionamento.

Populares se dispersaram durante fechamento da festa. Cinco pessoas foram encaminhadas à delegacia, dentre elas os proprietários do bar e o músico, por descumprimento ao toque de recolher, vigente das 20h às 5h.

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Operação integrada da GCM, Semadur, Anvisa, Detran e Agetran, durante o toque de recolher, flagrou 438 pessoas nas ruas após as 20h, recebeu 94 denúncias sobre descumprimento ao toque e outras 121 de outras essências, na noite de ontem (21).

Além disso, 126 estabelecimentos econômicos foram fiscalizados, 37 veículos foram abordados, sendo duas motos e 35 carros e três Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) foram recolhidas. 

Foram feitos 37 testes de bafômetro, um com resultado positivo. Houve três boletins de ocorrência. Em aglomerações e pessoas dispersas, a GCM abordou 512 cidadãos.

De acordo com a GCM, de 1º à 21 de abril, 49 festas foram encerradas; 101 residências ou festas foram flagradas com aglomerações; 20.391 pessoas foram abordadas nas ruas e orientadas à retornarem para casa, cinco estabelecimentos comerciais foram interditados e outros 49 notificados.

Medidas restritivas

Campo Grande encontra-se na bandeira cinza do mapa de Saúde e Segurança na Economia (PROSSEGUIR), o que indica grau extremo de risco para Covid-19 na cidade. 

Mato Grosso do Sul contabiliza 5.335 mortes e 239.918 casos confirmados desde o início da pandemia, sendo 53 óbitos e 1.112 confirmações nas últimas 24 horas. 

Abril ainda nem acabou e deve ser o mês mais fatídico desde o começo do surto da Covid-19 no Estado. Em 21 dias de abril, Mato Grosso do Sul registra 851 mortes.

A média móvel de mortes está em 47,3 e a de casos 1.009,9. A taxa de letalidade segue em 2,2 e a de contágio 1,03. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Segundo o secretário de estado de Saúde, Geraldo Resende, se Mato Grosso do Sul seguir nessa dinâmica, haverá mais mortes mortes em abril do que em março. "E olha que março foi o mês mais trágico da doença durante toda sua existência", acrescenta.

Como forma de conter a pandemia e frear o contágio do vírus da Covid-19, o governo do estado de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) adotaram medidas restritivas, como:

  • Toque de recolher das 20h às 5h
  • Uso correto e obrigatório de máscara em locais públicos
  • Distanciamento social de 1,5 de uma pessoa à outra
  • Limitação de 50% da capacidade do local
  • Disponibilização de álcool gel
  • Proibição de festas, reuniões e eventos em salões, centros esportivos ou clubes
  • Suspensão das cirurgias eletivas

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