Após um ano de pandemia, todos os setores da sociedade foram impactados pela Covid-19. Devido às medidas de restrições e isolamento social, muitos comerciantes tiveram que fechar a loja física ou oferecer a alternativa de compras no formato e-commerce, ou seja, a compra e venda de produtos pela internet. No ano passado, mais de 194 milhões de pedidos foram realizados por meio da web.
Segundo levantamento, mais de 10 milhões de brasileiros compraram pela primeira vez na internet durante a pandemia e quem já tinha o costume começou a comprar produtos diferentes.
“A pandemia causou mudanças em diversos setores da sociedades, as vendas online já estavam em expansão no país nos últimos anos e a pandemia alavancou ainda mais, as medidas de restrições e o isolamento contribuíram para esse crescimento, que inclusive deve continuar nos próximos anos devido às facilidades", explicou a economista Rafael Ribeiro ao Correio do Estado.
O faturamento das vendas online foi a maior alta percentual desde 2007. Segundo dados do estudo Webshoppers (Ebit/Nielsen & Bexs Banco), as vendas somaram cerca de R$ 87,4 bilhões no período, impulsionadas pela pandemia.
De acordo com o levantamento “O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios”, elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), atualmente 69% dos pequenos negócios vendem de forma online, redes sociais, aplicativos ou internet no Brasil.
Os segmentos que mais faturaram no último ano com vendas online foram: lojas de departamento (84,3%), artigos esportivos (2,8%), informática (2,4%), roupas (2,2%) e autosserviço, com supermercados, atacarejos e farmácias (1,8%). A previsão é que cerca de 20-30% da mudança global para o digital impulsionada pela Covid-19 seja permanente.
“Esse crescimento deve continuar, essa é a expectativa, grande parte da população conheceu uma nova maneira de realizar compras, de maneira rápida, prática e segura, no conforto da sua casa ou aonde quiser”, reiterou Ribeiro.