Mato Grosso do Sul e outros seis Estados aprovaram a assinatura do contrato com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) para a importação de 28 milhões de doses da vacina Sputnik V contra a Covid-19.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (14) com o Conselho de Administração do Consórcio Brasil Central, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou ser essencial ampliar a vacinação para vencer a pandemia.
Mato Grosso do Sul tem em caixa R$ 2 milhões de recurso próprio para a compra do imunizante.
Dos 28 milhões, Mato Grosso do Sul deve adquirir cerca de 2 milhões de vacina, com a capacidade de imunizar 1 milhão de pessoas.
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“Essa compra é muito importante porque avança, assim que chegar essas doses, a quantidade de pessoas imunizadas em Mato Grosso do Sul e em todos os estados que fazem parte do Brasil Central”, explicou.
De acordo com o governo, as doses só poderão ser repassadas depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso no país, ou se o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgar uma decisão autorizando a aquisição pelos estados.
Com a autorização do consórcio, a assinatura para compras da vacina tem previsão de ser concretizada na próxima semana.
Segundo dados publicados na revista científica “The Lancet”, a eficácia da Sputnik V é de 91,6% e exige a aplicação de duas doses.
Uso negado
No dia 26 de abril deste ano, integrantes da Anvisa se reuniram para analisar o pedido feito pelo Maranhão e referendado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski para uso emergencial da Sputnik V no Brasil.
A equipe técnica, porém, recomendou negar o pedido de importação da vacina em questão.
De acordo com o diretor da Agência, Alex Campos, que foi o relator do processo de importação da vacina Sputnik V na reunião da Diretoria da autarquia, a Anvisa não pode “admitir que um medicamento, uma vacina, principalmente, seja administrada em indivíduos saudáveis, e que isso pode ocasionar risco à saúde”.
A gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária da Autarquia, Suzie Marie Gomes, apresentou sua conclusão técnica na qual afirmou que os ensaios clínicos sobre a qualidade da vacina apresentados “não permitem garantir que o produto, objeto do pedido de importação, é seguro para a população brasileira”.