A Guarda Civil Metropolitana (GCM) recolheu 43 carretéis de linhas cortantes, entre cerol e chilena, neste último fim de semana em Campo Grande. Também foram apreendidas 30 pipas.
A prática é considerada crime. O objetivo da “Operação Cerol” é prevenir acidentes com linhas cortantes, além de proteger a vida e saúde do campo-grandense.
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Nos dias 7, 8 e 10 de maio, a Guarda Municipal também apreendeu 186 carretéis de linhas cortantes.
Em abril deste ano, uma criança de cinco anos foi atingida por uma linha chilena e teve quatro tendões rompidos de um dos pés no bairro Cerejeiras.
Caso o cidadão flagre algum delito, pode efetuar denúncias pelo número “153” da Guarda Municipal.
Multa
O cidadão que for encontrado soltando pipa com cerol ou linha chilena pode ser multado em R$ 1 mil. Já para comerciantes flagrados vendendo o material, a multa chega é de R$ 5 mil.
É o que estabelece a Lei Complementar n. 116/08 foi sancionada em 4 de junho de 2020 pelo prefeito Marcos Trad (PSD) e publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
Perigo
Linhas cortantes, como cerol e chilena, oferece risco extremo à população, podendo até mesmo levar o indivíduo à óbito.
O cerol é feito com cola de sapateiro e vidro moído e aplicados em linhas de pipa. A linha chilena, quatro vezes mais cortante do que o cerol, é feita com quartzo moído e óxido de alumínio.
Ambas as misturas são utilizadas para aplicação em linhas de pipas, para cortar e derrubar linhas de outras pipas, em uma espécie de competição recreativa de crianças.
Pássaros, aeronaves, ciclistas, pedestres e motociclistas estão sujeitos à tal prática que é considerada crime.