Manifestantes se reuniram na manhã deste sábado (29) em frente a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, pedindo a permanência do auxílio emergencial, a disponibilização de vacinaa contra o coronavírus para toda a população e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Além da bandeira de "Fora, Bolsonaro", os manifestantes declararam apoio à CPI da Covid-19, empregos e educação de qualidade.
O movimento é de caráter nacional, realizado em cerca de 200 cidades brasileiras simultaneamente contra a permanência de Bolsonaro na presidência da república.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vilson Gimenes Gregório, aponta que o governo Bolsonaro não tem mais condições de governar o País.
“Queremos vacina no braço, comida no prato e auxílio emergencial para as pessoas que passam fome. O Brasil está um caos. Ele favoreceu mais o agronegócio do que os trabalhadores. Não teve geração de emprego, não tem projeto para nada a não ser para ele mesmo”, acrescenta.
O evento respeitou todos os protocolos de biossegurança impostos pela pandemia da Covid-19, como distanciamento social de dois metros de uma pessoa à outra, higienização com álcool gel e uso correto da máscara facial.
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André Lage, um dos organizadores do evento e dirigente da frente “Fora Bolsonaro MS”, afirma que Bolsonaro é uma ameaça mundial.
“Esse governo negou a vacina. Perdi vários conhecidos para Covid-19, perdi amigos. Mais de 80 mil vidas poderiam ser salvas se ele não tivesse negado a vacina”, destacou.
Lage aponta que o Movimento Fora Bolsonaro MS apoia o lockdown em todas as cidades do Estado, caso haja indicativo da bandeira vermelha, que representa alto grau de risco para Covid-19.
Um trio elétrico acompanhava os manifestantes e não houve policiamento e nem organização do trânsito por parte de policiais. O ato contou também com políticos da esquerda.
O professor de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Leonardo Reis, se juntou à manifestação, pois está insatisfeito com o governo direitista.
“A situação que vivemos no pais nos coloca numa condição de sair as ruas para protestar, mesmo sabendo do risco que corremos com a pandemia, as más condições da universidade pública, saúde, desemprego e número alto de mortes nos coloca em uma posição de defender a democracia”, declarou.
O movimento defende o fechamento total, o chamado lockdown em MS, e, principalmente, nos municípios com a bandeira vermelha para a Covid-19. A expectativa do evento é que cerca de mil pessoas passem pelo protesto.