As obras para implantação da segunda etapa do Corredor Sul, que corresponde à Avenida Calógeras, terão início em setembro na Capital, a obra está orçada em R$ 9,2 milhões.
Conforme o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, a licitação será lançada nos próximos dias, e a expectativa é de que a obra fique pronta em setembro de 2022.
“A obra terá início agora em setembro, vamos lançar a licitação nesta segunda-feira e o processo licitatório deve durar 90 dias. A previsão é de que esta obra seja entregue em setembro do ano que vem, não temos domínio sobre as empresas contratadas, mas esse é o prazo que estimamos”, destacou ao Correio do Estado.
O projeto prevê, além da faixa exclusiva de ônibus, a implantação de ciclovia no trecho entre a Avenida Afonso Pena e a Avenida Salgado Filho. Depois de iniciada, a obra tem previsão de um ano para ser concluída.
Em 2019, a Prefeitura de Campo Grande autorizou a contratação de empréstimos de R$ 91,3 milhões para bancar os outros corredores: Sul e Norte.
O Corredor Norte contemplará ruas como Bahia, 25 de Dezembro e Alegrete, além das avenidas Coronel Antonino e Cônsul Assaf Trad, e fará a ligação dos terminais General Osório e Nova Bahia. O Corredor Sul abrangerá as avenidas Costa e Silva, Gury Marques e Calógeras e fará a conexão dos terminais Morenão e Guaicurus.
As obras fazem parte de um conjunto de reestruturação do transporte público da Capital, que vem sendo desenvolvido desde 2016.
AGILIDADE
Os corredores de transporte estão previstos no Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana, o investimento corresponde à implantação de quase 69 quilômetros de pistas exclusivas para os ônibus trafegarem entre os terminais Guaicurus, Morenão, General Osório e Nova Bahia, passando pelo centro da cidade.
Rudi defende que os corredores têm como objetivo melhorar a velocidade média dos ônibus, diminuindo o tempo de viagens, o que resultará em um tempo de espera menor para o usuário, sem necessidade de aumentar a frota, o que encarece o custo final da tarifa.
“Os corredores de ônibus são fundamentais para melhorarmos o transporte público, com isso diminuiremos o tempo em que o usuário gasta para se deslocar pela cidade, além de garantir mais confiabilidade nos horários do transporte público, os ônibus não sofrerão tanta interrupção no trânsito. Toda a cidade necessita de corredores de ônibus, quem sai ganhando é a população”, destacou.
O projeto para implementação de corredores de ônibus na Capital estava previsto desde 2007, porém os recursos foram aprovados em 2011, na gestão de Nelson Trad Filho – era para ser uma das obras para a candidatura de Campo Grande à sede da Copa do Mundo de 2014.
Mas só em 2016, no gerenciamento de Alcides Bernal, a intervenção passou a ser realizada, só que pelo Exército, por meio de convênio que, posteriormente, em 2018, foi rompido e assumido por empreiteiras.
As obras do Corredor Sudoeste e a primeira via do Corredor Norte do transporte coletivo em Campo Grande estão adiantadas e devem ser finalizadas no primeiro semestre do ano que vem.
Conforme a Agetran, a Avenida Bandeirantes terá sete estações nas esquinas com as ruas Campinas, Hermenegildo Pereira, Bélgica, Tenente Antônio João de Figueiredo, Argemiro Fialho, Salgado Filho e 26 de Agosto.
Na Rua Brilhante, serão três estações, nas esquinas com as ruas Ciríaco Maymone, Mario Quintanilha e Manoel Proença e Avenida Marechal Deodoro.
As estações maiores terão 15 assentos e as menores seis bancos, além de uma estrutura de concreto na qual os usuários também poderão se acomodar.
A Rua Bahia, que integra o Corredor Norte do transporte, já está sendo recapeado e terá quatro estações, além de uma nova sinalização, nas esquinas com as ruas da Paz, Antônio Maria Coelho, Rua das Garças e Amazonas, facilitando o tempo de viagem entre o centro da cidade e os terminais General Osório e Nova Bahia.
Está em processo de licitação o projeto que corresponde ao corredor de ônibus na Rui Barbosa entre as avenidas Fernando Corrêa da Costa e a Mato Grosso. Serão investidos R$ 35 milhões no recapeamento da pista. As estações terão 10 metros de comprimento, com 2,5 metros de cobertura.
Neste ano, a Prefeitura de Campo Grande deu início às obras na Avenida Marechal Deodoro, que já está sendo recapeada. A pavimentação tem o mesmo padrão das rodovias federais, com asfalto polimerizado, mais resistente e de maior durabilidade.
A Avenida Marechal Deodoro é um braço do Corredor Sudoeste do transporte coletivo, ligação dos terminais Aero Rancho e Bandeirantes com o Centro da Capital.
O projeto prevê a implantação de 1,1 km de drenagem e a execução de 5,5 km de recapeamento, além da implantação de quatro estações de pré-embarque.
Segundo a Sisep, a obra é prioridade e deve ser finalizada até janeiro de 2022.