Cidades

VACINA

Anvisa libera compra de Sputnik V para o Nordeste e Estado aguarda sua vez

Anvisa liberou o uso emergencial do imunizante russo, mas com algumas ressalvas; reunião também aprovou importação da Covaxin

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação de uma pequena quantidade de doses da vacina russa Sputnik V para estados do Consórcio do Nordeste. Com isso, Mato Grosso do Sul espera que a permissão também seja ampliada para outros pedidos, como o do Consórcio Brasil Central, do qual faz parte, e que já firmou acordo para compra de 28 milhões de doses. Se isso ocorrer, o Estado espera que as vacinas estejam aqui em até 60 dias.

A importação da vacina foi aprovada em reunião que durou mais de nove horas. Segundo os diretores da Anvisa, a princípio a aprovação seria para apenas 924 mil doses da Sputnik V, distribuídas entre seis estados nordestino.

Dessa forma, a Bahia pode receber e aplicar 300 mil doses; o Maranhão outras 141 mil; Sergipe, 46 mil doses; Ceará, 183 mil doses; Pernambuco mais outras 192 mil doses; e por último o Piauí, com 62 mil doses.

Com isso, Mato Grosso do Sul não poderá receber e nem aplicar nenhuma das 924 mil doses que receberam autorização de importação da Anvisa, por enquanto. Mas como há outros pedidos para essa importação, a esperança é de que haja a autorização para essa compra.

“Aprovando a vacina, estamos dentro do caminho para importá-la. Isso seria um gol de placa. Nós esperamos que de um a dois meses essa vacina possa estar aqui no Estado, seria uma conquista inédita, fantástico para o Estado. Mas dependemos da negociação que é feita pelo Brasil Central, que é conduzida pelo governo do Distrito Federal”, afirmou o secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende.

Segundo o secretário, a esperança do Estado é de que das 2 milhões de doses que MS pretende comprar, ao menos metade seja destinada para moradores de Mato Grosso do Sul, isso porque o Ministério da Saúde havia dito que, em caso de importação de vacinas pelos estados, elas deveriam ser destinadas por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Nós haveremos de comprar 28 milhões por meio do Consórcio, em que 2 milhões são de Mato Grosso do Sul. Nós só temos uma condição para a compra, que é de aplicar parte delas na nossa população. Se ficar pelo menos 1 milhão aqui, podemos incorporar a outra metade no PNI”, disse Resende.

Em MS, essas doses devem ser destinadas para a vacinação por faixa etária, conforme o titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES). “Seguramente vamos fazer avanço substancial, talvez sejamos o primeiro a terminar a vacinação de toda a população”, espera.

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COVAXIN

Além da Sputnik V, a Anvisa liberou também a importação da vacina Covaxin, neste caso, embora Mato Grosso do Sul não tenha sido contemplado com a autorização para importar a vacina Sputnik, o Estado será beneficiado com cerca de 30 mil doses do imunizante Covaxin, produzido na Índia. A Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu nesta sexta-feira que o Ministério da Saúde traga do país asiático doses que atendam até 1% da população do País, o que corresponde a cerca de 2,2 milhões de pessoas.

Durante a análise dos processos de pedido de importação das duas vacinas, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes, afirmou que faltam dados para atestar a eficácia do imunizante. 

A Anvisa espera que a fabricante Bharat BioTech envie informações complementares sobre resultados de imunogenicidade e segurança nos dias 15 e 30 de junho.

Gustavo também apresentou condicionantes para o uso da vacina, caso a importação seja aprovada pela diretoria. “São condicionantes que buscam minimizar a exposição e o risco das pessoas que tomarão essa vacina”, enfatizou.

Já a gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, Ana Carolina Moreira Marino, enfatizou que a empresa indiana cumpriu com todos os itens pendentes relacionados ao último pedido de certificação de Boas Práticas de Fabricação. Ana Carolina sugeriu que a agência autorize a importação excepcional do imunizante Covaxin.

Com base nessas informações, o diretor relator da Anvisa dos pedidos de importação, Alex Machado Campos, apresentou seu voto pela autorização da “importação controlada”.

“Destaco que fica autorizada a importação excepcional e temporária do seguinte quantitativo, correspondente a doses para imunização de 1% da população nacional, dentro do cronograma enviado pelo Ministério da Saúde”, disse o relator.

CASOS

O último boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostrou que 298.091 pessoas já foram contaminadas pela Covid-19 em Mato Grosso do Sul. No total, 7.032 pessoas morreram em decorrência da doença.

A média móvel de casos está em 1.990,3 registros por dia. Em relação às mortes, 49,9 sul-mato-grossenses morrem em média por dia em decorrência da doença.  

VACINÔMETRO

Mato Grosso do Sul atingiu nesta sexta-feira 31,08% da população vacinada com a primeira dose contra a Covid-19. Em relação à segunda etapa de imunização, 13,03% da população já recebeu a segunda dose contra o coronavírus.

Desde o início da campanha de imunização contra o coronavírus em 18 de janeiro, 1.246.024 doses foram aplicadas no Estado, sendo 873.102 da primeira dose e 372.922 da segunda.

Com a distribuição dos imunobiológicos em tempo recorde, MS superou a média de vacinação do País (22,1%). Ao todo, os 79 municípios de Mato Grosso do Sul já receberam 1.365.640 de vacinas contra a Covid-19, divididas em 27 remessas.

Dados da SES apontam que os municípios que mais vacinaram com a primeira dose são Santa Rita do Pardo (105,59%), Nova Alvorada do Sul (105,31%), Pedro Gomes (103,28%), Figueirão (102,96%) e Brasilândia (102,88%). A Capital já vacinou 34,25% da população.

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