Cidades

Vacina

MS pede à Anvisa que autorização para compra da Sputinik seja estendida para o Estado

Se o pleito for atendido, os sul mato-grossenses poderiam ser beneficiados com 56 mil doses desse imunizante

Thais Libni

07/06/2021 - 18h40

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Consórcio Brasil Central, protocolou nesta segunda-feira (7) pedido para que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estenda para o grupo a autorização que seis estados do Nordeste obtiveram para que importem de forma emergencial a vacina Sputnik V contra a Covid-19. 

Se o pleito for atendido, os sul mato-grossenses poderiam ser beneficiados com 56 mil doses desse imunizante.

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É que esse é o limite estipulado pelo relator do processo do pedido de importação aprovado na Anvisa, o diretor Alex Machado Campos. 

Durante o seu voto ele definiu que poderiam ser compradas no exterior doses que atendam 1% da população dos seis estados nordestinos (Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Ceará e Sergipe) que fizeram o pleito. Como são duas aplicações, o total de imunizantes totaliza 928 mil doses.

O relator também colocou regras para a aplicação, sendo que a importação será controlada e haverá controle sanitário, restringindo o público que poderá ser imunizado, além de especificar que a vacina só poderá ser aplicada nestas unidades da federação.

Com essas regras bem específicas, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Rondônia e o Distrito Federal – que compõe o Consórcio – não foram beneficiados pela decisão, mesmo já pleiteando a autorização para importação de 28 milhões de doses da vacina russa Sputnik V. Destas, 2 milhões viriam para o Estado.    

Por isso, o Consórcio Brasil Central protocolou o pedido na Anvisa para que a importação emergencial da vacina Sputnik contra Covid-19 seja estendida ao grupo. 

O secretário-executivo do consórcio e vice-governador do Distrito Federal, Paco Britto, disse: “Protocolamos o pedido hoje pela manhã e, amanhã , às 10h, estaremos reunidos para tratar sobre os próximos passos para aquisição excepcional de vacinas”.

O grupo negocia diretamente com o Fundo Soberano Russo as vacinas, que viriam da Rússia mesmo com a fábrica da Sputnik V instalada no Distrito Federal, no Laboratório União Química.

Estas vacinas russas produzidas no Brasil vão ser exportadas por não terem autorização da Anvisa para serem usadas no país.

A Anvisa informou que o pedido do consórcio está em análise na autarquia, “sendo o prazo legal de 30 dias” para decisão. 

Os pedidos de importação excepcional são relatados pela Quinta Diretoria da Agência e que “Não há como antecipar outros detalhes antes que o processo seja concluído.”

Covaxin

Além destas doses, Mato Grosso do Sul poderá receber outras 56 mil doses da vacina Covaxin produzida na Índia, que também teve sua importação aprovada pela Anvisa na sexta-feira passada. 

Poderão ser trazidas do país asiático até 4 milhões de doses, o que daria para atender cerca de 1% da população do país. Só que a importação e a distribuição serão de responsabilidade do Ministério da Saúde.

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