Após cinco dias da decisão que autorizou a prisão domiciliar de Fahd Jamil, a família ainda não conseguiu 'levantar' o dinheiro da fiança no valor de R$ 990 mil, equivalente a 900 salários mínimos.
Desde a última quinta-feira (3) o juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, concedeu prisão domiciliar à Fahd, de 79 anos.
O esperado pela defesa, o advogado André Borges, era de que a família conseguisse o valor ontem (7). Agora, não tem dia estabelecido.
Para cumprir prisão domiciliar, depois de pagar fiança, Fahd Jamil será monitorado por tornozeleira eletrônica e também não poderá se ausentar de Campo Grande sem autorização prévia da Justiça, a não ser para atendimentos médicos.
O passaporte deverá ser entregue e está proibido de manter contato com testemunhas ou demais réus de todos os processos originados da Operação Omertà.
O pedido da prisão domiciliar foi formulado pela defesa, alegando que o acusado tem saúde debilitada.
Com isso, o acusado será encaminhado para reavaliação médica no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), quando atingir o 150° dia de prisão domiciliar.
Organização criminosa
Fahd que está preso desde 19 de abril, é conhecido como o 'Rei da Fronteira' e acusado de vários crimes.
Ele foi alvo da terceira fase da Operação Omertà (Armagedom).
O grupo de Fahd Jamil mantinha na Fazenda Três Cochilhas, em Ponta Porã, uma espécie de quartel-general da pistolagem.
Além disso, o assassinato do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins Figueiredo, que ocorreu em 11 de junho de 2018, é o crime que expõe a aliança entre o que os investigadores chamam de organizações criminosas de Jamil Name e de Fahd Jamil.
O grupo de Fahd Jamil também teria executado o pistoleiro Alberto Aparecido Roberto Nogueira (o Betão), em abril de 2016, e Orlando da Silva Fernandes (o Bomba) em outubro de 2018.