O baixo estoque de sangue no Hemocentro Coordenador de Mato Grosso do Sul, durante o período de pandemia é preocupante, e de acordo com a gerente de relações-públicas, a redução na arrecadação das bolsas chegou a cinco mil.
Para reverter a situação, campanha e Arraiá do Hemosul incentivam doadores.
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O mês de junho já é, normalmente, um mês em que se observa queda na doação, isso em razão do clima seco e frio, além das doenças respiratórias que apresentam aumento neste período.
Entretanto, a pandemia piorou ainda mais o quadro de doações, e os estoques contam com cerca de cinco mil bolsas a menos do que o registrado em 2019, período sem pandemia.
“Houve uma queda significativa [no número de doações]. Tivemos uma redução no número de doadores, e alguns dias chegamos a ter uma baixa de cerca de 50% no número de pessoas no Hemosul”, conta Mayra Franceschi.
Com o objetivo de divulgar a importância da doação de sangue, e tentar reverter os baixos estoques, o Ministério da Saúde, aproveitou o Dia Mundial do Doador de Sangue, e lançou nesta segunda-feira (14) uma campanha para incentivar a doação regular de sangue.
Para comemorar o Dia Mundial do Doador de Sangue, o Hemosul está realizando o, o 3º Arraiá do Hemosul.
O evento, que segue os protocolos de biossegurança, conta com guloseimas e mimos especiais para os doadores.
A campanha Junho Vermelho foi iniciada no primeiro dia do mês, e de acordo com a coordenadora geral da Rede Hemosul, Marli Vavas, existe uma boa expectativa para esta campanha.
“Nós iniciamos o mês com programação cheia e esperança que os doadores compareçam nessa época tão difícil de pandemia e agora intensificada com as temperaturas em queda, que sempre afastam as doações”.
“Esperamos que as pessoas possam vir doar, aqueles que não podem doar por algum motivo, que compartilhem nas redes sociais e convidem os amigos. Vamos juntar nossas forças para fazer o Junho Vermelho de 2021 ser inesquecível”, convida Marli.
A acadêmica Inara Ramos, 22, participou de uma campanha de doação de sangue ainda em 2019, quando fez a doação pela primeira vez.
“Eu sempre tive vontade de doar, mas eu não tinha o peso mínimo. Então em 2019, quando eu consegui chegar no peso, a filha de um professor estava internada e precisava das doações, então eu juntei o útil ao agradável e fui doar”, conta a estudante.