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AUMENTO

Com bandeira vermelha, conta de luz deve passar por novo reajuste em MS

Aneel vai discutir reajuste que pode superar os 20% nas próximas semanas, setor considera esta a pior crise hídrica nos últimos 91 anos

Rafaela Moreira

16/06/2021 - 00h02

As contas de energia devem ficar mais caras em Mato Grosso do Sul nas próximas semanas, diante da pior crise hídrica na região das hidrelétricas dos últimos 91 anos e do acionamento de usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia. 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai aumentar os valores das bandeiras tarifárias, sendo essa uma sobretaxa que é acionada quando o custo da geração de energia sobe.

 

De acordo com a reportagem do Jornal O Globo, a Aneel prepara reajuste das bandeiras tarifárias que podem ultrapassar os 20%.

A bandeira tarifária é um sistema criado em 2015 e que aplica uma cobrança adicional nas contas de luz sempre que aumenta o custo da produção da energia no país, o sistema tem como objetivo informar aos consumidores quando o custo da geração aumenta, permitindo ao cliente gastar menos energia e, assim, pagar uma conta de luz mais barata.

Com isso, a diferença deverá ser coberta neste ano por meio de reajuste nas distribuidoras de energia, a agência afirma que não tem estimativa de quanto a conta de luz dos consumidores deve aumentar. 

Conforme o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, haverá uma reunião na Aneel nas próximas semanas para definir de quanto será esse aumento.

"Nós sabemos que vamos ter que usar bastante térmica e, com isso, vai encarecer a tarifa. Porque tem que se pagar essas térmicas. Certamente os novos valores dessas bandeiras vão ser maiores que os praticados hoje. Nós estamos aplicando o modelo para estabelecer esses valores”, disse.

A cobrança das bandeiras tarifárias foi retomada em janeiro e, desde então, tem encarecido as contas de luz dos brasileiros. 

Neste mês, ficou estabelecido que as contas de energia no país terão bandeira vermelha patamar 2, que é o mais alto e estabelece acréscimo de R$ 0,06243 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Além disso, os consumidores terão que pagar R$ 3,1 bilhões a mais nas contas de luz para cobrir o déficit na arrecadação da bandeira tarifária em 2020, conforme dados da Aneel.

O reajuste se deve porque a cobrança da bandeira tarifária ficou suspensa até o dia 31 de dezembro do ano passado por decisão da Aneel, em que não houve cobrança extra na conta de energia, como alternativa para aliviar os impactos causados pela pandemia da Covid-19 na economia do país. 

De acordo com a Aneel, o custo a ser coberto pelas bandeiras tarifárias foi de R$ 4,45 bilhões, porém, foram arrecadados somente R$ 1,33 bilhão e esse prejuízo precisa ser quitado ainda neste ano.

Conforme o economista Marcos Rezende, a principal dica para quem enfrenta dificuldade em organizar as finanças e terá que passar por um novo reajuste, é tentar negociar esse aumento.

“Durante seis meses do ano passado não houve cobrança das bandeiras, esses valores obviamente não ficariam de graça e por esse motivo a conta de energia elétrica passará por um novo reajuste. O consumidor deve ficar atento, pois as concessionárias estão mais flexíveis neste período de pandemia e com certeza ofereceram opções de parcelamentos e alternativas viáveis para todos os bolsos”, destacou ao Correio do Estado.

Últimas notícias

Crise hídrica e risco de racionamento

Um dos motivos para o reajuste das tarifas é 'compensar' os gastos extras que as distribuidoras devem ter esse ano, pois com a maior seca dos últimos 91 anos, será necessário maior acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras.

O Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que as instituições do setor energético têm trabalhado "incessantemente" para garantir que não haja risco de racionamento de energia no país, por conta da crise hidrológica.

“As instituições do setor energético continuam trabalhando, incessantemente, para o provimento da segurança energética no ano que se deflagrou a pior hidrologia de toda a série histórica de 91 anos”, disse a pasta, em nota.

Confira algumas dicas que podem ajudar a reduzir a conta de energia no fim do mês:

Chuveiro elétrico

  • Tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos;
  • Selecionar a temperatura morna no verão;
  • Verificar as potências no seu chuveiro e calcular o seu consumo.

Ar condicionado

  • Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado;
  • Manter os filtros limpos
  • Diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado;
  • Colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto.

Geladeira

  • Só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário;
  • Regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções;
  • Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira;
  • Deixar espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilizá-la para secar panos;
  • Não forrar as prateleiras;
  • Descongelar a geladeira e verificar as borrachas de vedação regularmente.

Iluminação

  • Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo;
  •  Pintar o ambiente com cores claras.

Ferro de passar

  • Juntar roupas para passar de uma só vez;
  • Separar as roupas por tipo e começar por aquelas que exigem menor temperatura;
  • Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outra coisa.

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