Jamil Name será velado às 14h desta quarta-feira (30) em Campo Grande, no cemitério Santo Antônio. O corpo saiu ontem (29) do Rio Grande do Norte e pousou na Capital sul-mato-grossense nesta manhã.
Aos 82 anos, Name faleceu no domingo (27) por complicações da Covid-19. Ele estava internado há 28 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Mossoró (RN).
Ele recebeu autorização para ser transferido para um hospital particular em Brasília, mas seu quadro de saúde instável não permitiu que ele deixasse o estado do Rio Grande do Norte.
O filho de Jamil Name, Jamil Name Filho, teve pedido para acompanhar o velório do pai negado pelo juiz federal Walter Nunes da Silva Junior.
Ele está preso na Penitenciária Federal de Mossoró, mesmo presídio onde estava o pai, e também é acusado de participar de milícia armada responsável por diversas execuções em Campo Grande.
Advogado de Name Filho, Félix Jayme Nunes da Cunha disse ao Correio do Estado na última semana que a Justiça determinou que "Jamilzinho" participe por meio de videoconferência da despedida do pai.
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Name já havia tomado às duas doses de vacina contra a Covid-19 e foi diagnosticado com a doença em 31 de maio, mesmo dia que foi internado.
O advogado de defesa, Tiago Bunning afirma que Jamil Name, além de se enquadrar no grupo de risco por ser idoso, com 82 anos, também sofria com diabetes, hipertensão, dificuldade de locomoção, audição, visão e várias outras doenças crônicas.
Bunning alega ainda que Name começou a apresentar sintomas desde 27 de março deste ano, como diarreias contínuas, que provocaram desnutrição, mas que foi mantido na prisão por alguns dias antes de receber atendimento adequado.
Operação Omertá
Jamil Name foi preso nas primeiras fases da Operação Omertá, deflagrada em setembro de 2019. Na época, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil prenderam policiais, empresários e guardas municipais investigados por serem membros de grupo de extermínio.
Conforme informações do Ministério Público, a suspeita é que grupo chefiado por Jamil Name e o filho Jamil Name Filho, teria executado ao menos três pessoas em junho de 2018, na Capital.
Duas das mortes interligada aos Name foram a do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson de Figueiredo e do estudante de direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, morto a tiros de fuzil em abril de 2019, enquanto manobrava o carro do pai.
Um mês após a morte de Matheus, policias do Garras e do Batalhão de Choque desmantelaram um arsenal de armas que estava em posse de um guarda municipal. Conforme o Gaeco, as armas pertenciam aos grupo de extermínio e investiga se eram utilizadas nas execuções.