Preso desde 2019 em Mossoró (RN) como réu da operação Omertá, Jamil Name foi enterrado nesta quarta-feira (30) no cemitério Santo Antônio, em Campo Grande.
O enterro, que estava marcado para acontecer às 14h, iniciou pontualmente e contava com mais de 150 pessoas que se reuniram para a despedida, entre familiares, amigos e políticos do Estado.
Aos 82 anos, Name faleceu no domingo (27) por complicações da Covid-19. Ele estava internado há 28 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Mossoró (RN).
Name já havia tomado às duas doses de vacina contra a Covid-19 e foi diagnosticado com a doença em 31 de maio, mesmo dia que foi internado. Devido às medidas restritivas da pandemia, o velório e sepultamento do empresário duraram cerca de uma hora.
O presidente da Câmara de Vereadores, Carlão (PSB), esteve presente na despedida e destacou que Name era sempre procurado pela população pedindo algum tipo de ajuda, e que o momento não era de julgamento.
“Vim em respeito, não cabe a nós julgar, isso cabe a Deus e jamais vou esquecer de quem já me estendeu a mão”, afirmou ao Correio do Estado.
O filho e também Deputado Estadual, Jamilson Name, relatou estar em paz, enquanto o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), Jerson Domingos preferiu não falar “É um momento desagradável para falar com a imprensa após tanta injustiça”, apontou.
Após o velório, Name foi aplaudido antes de ser sepultado. À beira do túmulo, a viúva, Tereza Name disse “Jamil vai deixar uma saudade tão grande, o legado dele continua por todo sempre”.
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Jamil Name foi detido em setembro de 2019 e tinha contra ele 7 mandados de prisão. O empresário foi acusado de ser chefe de organização criminosa que atuava executando pessoas, agiotagem e outros crimes.
O filho de Jamil Name, Jamil Name Filho, está preso em Mossoró e não conseguiu autorização para participar do velório. Ele está preso na Penitenciária Federal de Mossoró, mesmo presídio onde estava o pai, e também é acusado de participar de milícia armada responsável por diversas execuções em Campo Grande.
Operação Omertá
Jamil Name foi preso nas primeiras fases da Operação Omertá, deflagrada em setembro de 2019.
Na época, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil prenderam policiais, empresários e guardas municipais investigados por serem membros de grupo de extermínio.
Conforme informações do Ministério Público, a suspeita é que grupo chefiado por Jamil Name e o filho Jamil Name Filho, teria executado ao menos três pessoas em junho de 2018, na Capital.
Duas das mortes interligada aos Name foram a do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson de Figueiredo e do estudante de direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, morto a tiros de fuzil em abril de 2019, enquanto manobrava o carro do pai.