Cerca de 200 moto entregadores de Campo Grande não irão trabalhar para os serviços de aplicativos durante todo o domingo (4).
O ato é uma manifestação pedindo melhorias para a classe trabalhadora, que se destacou grandemente durante a pandemia da Covid-19.
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Além de não realizarem entregas, os trabalhadores irão se reunir nos altos da Avenida Afonso Pena entre às 10h30 até às 14h30.
Os moto estregadores estão reivindicando melhorias como;
- Disponibilização de dinâmicas em dias atípicos e horários restritos. (chuva, frio e noite/madrugada);
- Mais promoções em finais de semana e feriados;
- Aumento da taxa mínima;
- Pagamento integral das taxas quando a rota tiver dois ou mais pedidos;
- Taxa de espera no valor integral da rota;
- Taxa de retorno ao restaurante no valor integral da rota. Pois, a distância da volta é a mesma da ida.
Um dos organizadores do ato, Washington Guedes, moto entregador há quarto anos, relata que a intenção do movimento não é prejudicar ninguém, mas sim lutar por melhorias para a classe.
Eu trabalho como entregador a quase quatro anos, temos que fazer muitas entregas e por muitas horas para termos um ganho legal no final do mês, já não temos carteira assinada, o que estamos pedindo não é nada de mais, é algo para nos ajudar e todos saírem beneficiados", relatou.
Whashington ainda relata que a profissão tem muitos desafios e por isso deve ser valorizada, ainda mais no último ano com a pandemia.
"Agente tá na rua, é complicado o trânsito, muita gente não respeita e acabamos sofrendo acidentes, roubo, são muitos perigos, eu gosto de trabalhar como moto entregador, mas recebemos muito pouco pelas taxas de entrega".
Para conseguir a renda do mês, o moto entregador relatou que ele e os amigos precisam trabalhar 19 horas por dia.
"As pessoas não entendem, mas para conseguir uma quantia que supra nossos gastos com o trabalho e com a família precisamos passar 19 horas trabalhando, de segunda a segunda",finalizou.