Manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu cerca de 1 500 pessoas na manhã deste sábado (3), na Praça do Rádio, em Campo Grande.
Após a concentração às 9h no local, às 10h o grupo desceu a Afonso Pena e chegou a interditar a via em sentido bairro. Os temas que pautaram o protesto foi as mais de 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil, vacinas, auxílio emergencial e impeachment do presidente.
Cerca de 20 frentes organizaram a manifestação, entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE), Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT-MS) e Sindicato dos Trabalhadores em Educação Fundação UFMS e IFMS (Sista-MS).
O presidente da CUT-MS, Wilson Imenes afirmou que foram usados carros de som para chamar as pessoas para o protesto, além da divulgação nas redes sociais.
"Dia 24 de junho vai ter outro ato também. É uma mobilização dos trabalhadores, movimento estudantil. Esperamos mais de 2 mil pessoas".
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O universitário, Pedro Thiago Marino Falcão disse que foi até o local motivado pela morte de parentes e amigos que faleceram em decorrência a Covid-19.
"Eu estou aqui tentando dar fim a esse governo que deseja a morte, acredita em uma imunidade de rebanho e que quer contaminar todo mundo, e não importa quem morra nesse processo", alegou.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Walter Gonçalves Filho disse que uma das motivações para comparecer ao ato foram os ataques de Bolsonaro aos jornalistas.
"É muito importante que todo brasileiro ame a democracia, que concorda e cumpre as leis. Então temos que saber que esse governo é contrário a tudo isso, ele desmonta o país, fazendo o povo sofrer ainda mais", defendeu.
Lideranças indígenas também compareceram ao protesto, somente de do município de Sidrolândia, saiu uma caravana com 45 pessoas.
"Nós viemos somar com os movimentos sociais, mostrar nossa indignação contra o governo Bolsonaro, os principais povos prejudicados somos nós e os menos favorecidos também. Saímos da nossa base, de quase 150km daqui, para mostrar nossa indignação", relatou Otoniel Terena, que estava no local.