Mato Grosso do Sul chegou ontem (11) ao menor patamar da média móvel de mortes por Covid-19 em quase quatro meses.
Segundo dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a média dos últimos sete dias indica que 28,3 pessoas morreram por dia.
O menor número até então havia sido registrado no dia 17 de março deste ano, com 27,3 óbitos de média.
A redução das mortes é um reflexo da diminuição também do número de pessoas internadas em Mato Grosso do Sul.
Conforme os dados de ontem, 621 pessoas com a doença estavam hospitalizadas, esse é o menor número dos últimos 21 dias.
A marca só havia sido menor no dia 1º de março deste ano, quando havia 611 internados.
A redução nas mortes e também nas internações é um dos reflexos do aumento do porcentual de pessoas vacinadas que o Estado alcançou.
Até as 18h de ontem, Mato Grosso do Sul contava com 51,47% da população com pelo menos uma dose, o que corresponde a 1.254.869 pessoas.
Já o público com a imunização completa no Estado soma 26,46%, ou seja, um quarto de sua população. Ao todo, são 552.417 com a segunda dose e 193.048 imunizados com a Janssen, de com a dose única.
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Segundo reportagem publicada pelo Correio do Estado, a tendência é de que esse patamar seja cada vez menor, conforme o avanço da vacinação em Mato Grosso do Sul.
"Se continuarmos neste caminho, teremos um cenário positivo, a não ser que tenhamos novas variantes, que pode impactar no aumento de casos, mas não na pressão sobre o serviço de saúde", explicou o pesquisador e médico infectologista Julio Croda, em entrevista na semana passada.
"Devemos ter uma diminuição na pressão hospitalar, e esse é o grande marcador, as vacinas vão prevenir o colapso no sistema de saúde, esse é o objetivo que a gente tem, mitigar a hospitalização e os óbitos”, completou.
Mato Grosso do Sul também registra redução na taxa de contágio da Covid-19, que ontem estava em 0,95, a menor dos últimos 14 dias. Isso reflete nos novos casos contabilizados.
Na última atualização do boletim epidemiológico, mais 614 casos foram confirmados. O documento também trouxe mais 22 mortes por Covid-19. Em redução, a semana epidemiológica que foi encerrada no sábado registrou 5.218 casos, o menor patamar desde a semana 7, que foi em fevereiro.
COLAPSO
Após Mato Grosso do Sul ter colapso na saúde, com mais de 100% de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), e enviar pacientes para fora do Estado, o número de internações vem registrando queda nas últimas semanas. Ontem, o Estado registrou taxa de ocupação dos leitos para a doença de 66% em UTI. Ou seja, 44% dos leitos para casos críticos estão vagos.
Conforme boletim epidemiológico, dos internados ontem, 342 estavam em leitos de UTI e 279 em leitos clínicos.
Na sexta-feira (9), o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, informou que, no período de um mês, as internações por Covid-19 diminuíram 50% em MS.
Entre as macrorregiões, Campo Grande tem 78% de taxa de ocupação; Dourados, 64%; Três Lagoas, 70%; e Corumbá, 48%.
ESTUDO
A aceleração da vacinação foi puxada por uma pesquisa feita em 13 cidades de Mato Grosso do Sul localizadas na fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Nessas localidades, foi aberta a vacinação para pessoas de 50 a 18 anos com o imunizante da Janssen, de dose única. Segundo dados do governo do Estado, 90% dos moradores da região foram imunizados.
Receberam as vacinas as cidades de Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Coronel Sapucaia, Corumbá, Caracol, Porto Murtinho, Ponta Porã, Mundo Novo, Paranhos, Ladário, Sete Quedas e Japorã.
Após 15 dias da vacinação, a pesquisa para saber os efeitos do imunobiológico em um cenário em que a variante Gama (P.1) é predominante terá início.
Para o estudo, foram destinadas 165 mil doses da vacina, das quais 95 mil foram aplicadas na população fronteiriça. O restante foi distribuído entre as outras 66 cidades.