Alunos da Rede Municipal de Ensino (Reme) retornaram para o ensino presencial na manhã desta segunda-feira (26) depois de um ano e quatro meses no ensino remoto. Para que as medidas de biossegurança fossem respeitadas, as escolas tiveram que adaptar a rotina.
Na unidade Nicolau Fragelli, as crianças receberam um passaporte com informações pessoais, como nome e série, para conseguirem transitar na escola. Além disso, a saída foi adiantada em uma hora, das 11h, para às 10h.
Desta forma, o recreio foi suspenso e a duração das aulas foram diminuídas em cinco minutos cada, e a merenda foi servida nas salas de aula.
Uma cartilha com os cuidados de biossegurança também foi distribuída e ensinada para as crianças.
O aluno Carlos Saab, de 8 anos, está no 2º ano e estava ansioso para retornar os estudos presenciais. Por causa do tempo longe da sala de aula, o processo de alfabetização foi prejudicado.
"Eu quero que acabe logo esse coronavírus, porque já está me dando uma raiva, não consigo ir para escola direito. Faz dois anos que eu não aprendo a ler, já estou com raiva disso", disse.
A mãe dele, a empresária Cristiane Saab, 42, explicou que foi complicado conciliar trabalho e atividades domésticas com o auxílio na alfabetização de Carlos.
"Ele também não queria que eu ensinasse, porque é diferente da professora, mas a gente vai levando", relatou.
"Estou muito feliz que voltou as aulas, muito feliz mesmo, não faz sentido não ter aula sendo que os shoppings estão liberados, restaurantes, todas as outras atividades estão funcionando normalmente com os cuidados, e só aula que não. Prejudicou muito as crianças", completou.
Últimas notícias
A estudante Ana Carolina, 8 anos, estava tão ansiosa para retornar os estudos que arrumou a mochila com dois dias de antecedência.
"Foi muito legal, a professora deu doce, deu desenho para nós fazermos, e ainda consegui fazer amizade com três meninas", explicou animada.
Seu pai, o empresário Gelder Leite, de 43 anos, também teve dificuldades em auxiliá-la com as atividades durante o ensino remoto.
"Em casa, a criança, por mais que você se dedica em ajudar, ela quer brincar e a presença do professor motiva. É diferente, porque ela não me vê como um professor, então não é a mesma coisa".
O retorno presencial é opcional. Os pais podem mandar os filhos de volta às escolas ou permanecer no ensino remoto.
O superintendente de gestão das políticas educacionais da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Waldir Leonel, explicou que cada escola estabeleceu o padrão para o retorno.
O horário de entrada nas escolas tem escalonamento, para evitar aglomerações tanto nas unidades quanto no transporte coletivo.
“Nós temos escolas que fizeram a opção de iniciar as aulas às 7:30, mas a entrada começa a partir das 7h, então tem que buscar a escola para saber essa informação, nem toda escola vai trabalhar da mesma forma”, disse o superintendente.
Além disso, os alunos que optaram pelo retorno presencial terão rodízio semanal, ou seja, um grupo vai presencial uma semana enquanto outro fica em casa, e na semana seguinte quem ficou no remoto vai para o presencial, e quem estava no presencial fica no remoto.