O julgamento do acusado de feminicídio, Marcos André Vilalba Carvalho, vai poder se assistido por até 20 pessoas. Será o primeiro caso a ter plateia após as restrições impostas pelo coronavírus.
Ele é acusado de raptar, estuprar, matar e ocultar o corpo de Carla Magalhães. Pela repercussão que o caso teve, o juiz Aluizio Pereira dos Santos autorizou a presença do público, mas limitado.
Para a decisão, o magistrado considerou que Campo Grande saiu do estado crítico da pandemia da Covid-19, e permitiu a realização de eventos e o retorno do serviço público de forma gradual.
As pessoas deverão respeitar as regras de biossegurança, e os familiares do acusado e da vítima vão ter preferência para entrar no plenário, por ordem de chegada.
Não será permitido o uso de camisetas, ou outras vestimentas, que possam exercer influência nos jurados.
As demais regras continuarão as mesmas, como uso de máscara, álcool, depoimentos, interrogatório, acompanhamento dos debates por videoconferência, entre outros.
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Caso
O crime aconteceu no dia 30 de junho de 2020, no bairro Tiradentes. Carvalho era vizinho da vítima e confessou o assassinato.
Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, Carvalho sequestrou Carla na frente da casa dela com um mata-leão, na noite do dia 30 de junho de 2020, e a levou para a edícula onde ele morava, na residência ao lado.
Após os crimes, ele colocou o corpo da vítima embaixo da cama, onde foi mantido até o dia 3 de julho, quando ele o carregou até a esquina e deixou em frente a uma mercearia, a cerca de 40 metros da casa onde ela morava.
O acusado foi preso 10 dias depois de abandonar o corpo, no dia 13 de julho de 2020, e confessou o crime.
Ele responde por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além de ocultação de cadáver e vilipêndio a cadáver.
Julgamento será pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.
Conforme consta no processo, Carla e Carvalho eram vizinhos, mas o único contato que tiveram nos dias que antecederam o crime, foi um dia em que o homem estava voltando do trabalho e cruzou com Carla.
A motivação do assassinato seria porque o acusado teria cumprimentado a jovem, dando bom dia, o qual ela não teria respondido.