A partir deste semestre, os alunos da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande voltarão e ser avaliados por meio de notas, diferentemente da forma adotada anteriormente, quando as aulas eram exclusivamente on-line. As notas deste bimestre e as do próximo deverão alcançar a média 6, caso contrário, os estudantes serão reprovados.
Em 2020, cujo ano foi praticamente inteiro de aulas remotas em virtude da pandemia, 1,5 mil alunos reprovaram na Reme.
Neste semestre, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) já identificou alguns alunos cujos pais ainda não assinaram o termo de compromisso com as aulas presenciais ou on-line, com isso, esses estudantes estão recebendo falta e poderão reprovar, caso a busca ativa da Pasta não consiga contato com a família.
Segundo o superintendente de Gestão das Políticas Educacionais da Semed, Waldir Leonel, as reprovações no ano passado ocorreram porque os alunos não entregaram os cadernos de atividades ou não entregaram todas as atividades propostas.
“Agora, vamos continuar com a base formativa, mas vai gerar uma nota para o terceiro e quarto bimestre, tem que ter no mínimo 6 de média. Na terça-feira nós terminamos a discussão com os diretores, cada um vai estabelecer uma forma de avaliar. Se vai ser por meio de prova, caderno de atividade, simulados, pesquisas realizadas, entrevistas. São vários os instrumentos que o professor poderá usar nessa avaliação”, explicou o superintendente.
Atualmente, cerca de 80% dos estudantes da Reme fizeram adesão das aulas presenciais de forma escalonada, enquanto os outros 20% continuam fazendo atividades exclusivamente de forma remoto. Essa avaliação por nota será exigida pela Semed de ambos os alunos.
Segundo o superintendente, para que não haja “injustiças”, a escola deve avaliar de forma precisa.
“Isso tem que ser muito bem conduzido pela escola, para não cometer injustiças. É obrigatório dar o mesmo conteúdo para as duas turmas [presencial e on-line], [ambas] têm que caminhar juntas, não posso dar divisão para a presencial e soma para a on-line, tem que ser as mesmas atividades”.
“O instrumento de avaliação vai ser definido pelo professor e pela direção; para as dificuldades [dos alunos do ensino remoto], temos oferecido atendimento on-line da Reme, em que o professor responde e auxilia a compreender o conteúdo. Nenhum aluno será prejudicado nesse sentido, o que é dado em sala é passado em material para o aluno do remoto”, completou Leonel.
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ESTUDANTES
Desde o início das aulas escalonadas, o município afirmou que foram feitos mais de 700 atendimentos pelo WhatsApp da secretaria apenas com turmas do 1º ao 9º ano. Pelo infantil, foram 190, e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) foram 120 atendimentos.
A Semed ainda não tem um levantamento acerca da perda dos estudantes durante o ensino remoto. Segundo o superintendente, essa questão é diferente em cada sala de aula.
“É uma questão muito particular, tem escola que não teve defasagem tão grande e há outras que tiveram. A realidade é por turmas, às vezes, uma turma não está tão defasada e outra está pior, mas ainda estamos levantando esses dados”, disse.
As aulas presenciais estavam suspensas desde o dia 18 de março de 2020, em razão da pandemia de Covid-19. J
á no cenário atual, em que a imunização está acelerada e mais de 64,6% da população foi vacinada com a primeira dose e 41,8% estão completamente imunizados com as duas doses ou com a vacina de dose única, o superintendente avaliou estas primeiras três semanas de aula como positivas.
“O retorno está sendo muito calmo e positivo. Os alunos estão com um comportamento diferenciado, mais aplicados e mais calmos, o professor está tendo mais sucesso no processo de ensino-aprendizagem por haver menos alunos em sala e não tivemos problema com a doença”, declarou Leonel.