Mato Grosso do Sul pode iniciar a aplicação da terceira dose de vacina contra a Covid-19 em idosos já no mês de setembro. Isso porque o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que espera até segunda-feira (30) um posicionamento do Ministério da Saúde e, caso não haja resposta até esta data, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) deverá iniciar a aplicação.
“Demos um prazo para que eles nos digam quando vai haver essa vacinação, se até o dia 30 não tivermos resposta, devemos ser um dos primeiros estados a começar a reaplicação”, declarou Resende.
Para que isso aconteça sem o aval do governo federal, a Pasta quer que todos os secretários dos 79 municípios concordem com a medida. A previsão é de que até o fim desta semana uma Comissão Intergestora Bipartite (CIB) tratará sobre o tema.
Caso os secretários concordem e o Ministério da Saúde não responda, a próxima remessa de imunizantes deve ser destinada à aplicação da terceira dose.
“Estive em uma videoconferência na segunda-feira com secretários de Saúde de outros estados e especialistas e o entendimento é unânime de que devemos iniciar o mais rápido possível a aplicação desta terceira dose. Temos voltado a registrar casos e internações entre os idosos”, explicou o secretário.
Estado mais adiantado na campanha de imunização, Mato Grosso do Sul já chegou a 71,8% da população total vacinada com a primeira dose e 41,3% com o esquema vacinal completo. Em relação à população adulta, MS já tem 91,8% com a primeira aplicação e 55,7% com a segunda dose ou com a vacina de dose única.
A maior parte do Estado já chegou à faixa etária de 12 anos no calendário vacinal. De acordo com levantamento feito pelo Correio do Estado, além de Campo Grande, pelo menos mais 38 municípios estão nesta faixa etária, incluindo grandes cidades como Dourados e Corumbá.
Outras dez cidades estão na faixa dos 13 anos, são elas: Douradina, Jaraguari, Naviraí, Paranhos, Pedro Gomes, Costa Rica, Rio verde de Mato Grosso, Rochedo, Três Lagoas e Aral Moreira.
Já Antônio João, Bataguassu, Caracol, Itaquiraí, Maracaju, Mundo Novo, Nioaque, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Angélica, Terenos e Ponta Porã estão aplicando doses em pessoas com até 14 anos.
Enquanto isso, Jardim está vacinando adolescentes de 15 anos, e Eldorado, 16 anos. A reportagem não conseguiu contato com as cidades de Anaurilândia, Aral Moreira, Cassilândia, Deodápolis, Ivinhema, Jateí, Ladário, Laguna Carapã, Miranda, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Sonora e Vicentina.
FUJÕES
Além da aplicação em adolescentes, o governo do Estado procura pelas pessoas que ainda não tomaram nenhuma dose de vacina, mesmo pertencendo à faixa etária já convocada. Levantamento da semana passada apontava que cerca de 180 mil pessoas não haviam tomado a primeira dose ainda no Estado.
“Estamos fazendo chamamento, busca ativa, e esperamos que a resistência vá diminuindo nos próximos dias. Quem não se imunizou são aqueles que estão ficando doentes, precisando de leito e até indo para as UTIs [Unidades de Terapia Intensiva]”, afirmou o secretário.
Mesmo com essa parcela da população ainda fugindo da vacina, Mato Grosso do Sul projeta alcançar até o fim deste mês a chamada imunidade coletiva, com 60% da população adulta com o esquema vacinal completo.
De acordo com Resende, mesmo sem chegar a esse número, o Estado já tem sentido os efeitos da imunização em massa. Ontem, Mato Grosso do Sul contabilizou 297 casos e 14 mortes. Com isso, a média móvel de casos está em 417 e a de mortes em 11,6.
O Estado contabiliza 9.280 óbitos e 366.637 casos confirmados desde o início da pandemia. A taxa de letalidade segue em recorde, de 2,5.