Cidades

INFRAESTRUTURA

Projeto de revitalização da Feira Central será finalizado em outubro

Reforma e modernização do local estão em discussão desde 2016 e devem custar R$ 20 milhões

Em discussão desde 2016, a revitalização da Feira Central de Campo Grande foi acelerada após a queda no faturamento de 60% em função dos impactos econômicos da pandemia da Covid-19. Com esse cenário, a estimativa é de que o projeto de execução da obra seja finalizado em outubro.  

De acordo com a presidente da Associação da Feira Central e Turística de Campo Grande (Afecetur), que administra o local, Alvira Appel de Melo, o empreendimento passará por uma revitalização completa que deve começar ainda neste ano. 

A nova Feira Central deverá reunir a cultura regional com a japonesa, em um projeto arquitetônico moderno e inclusivo.  

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“Queremos mudar diversos conceitos em relação ao serviço e à infraestrutura do local, como, por exemplo, criar uma área de convívio para os funcionários e diminuir o excesso de calor e odores do local, ou seja, dar ainda mais condição de viabilidade econômica para a comercialização da nossa feira. O projeto de execução da obra deverá ser finalizado em outubro”, apontou a presidente da Afecetur.  

O projeto para remodelação, modernização e ampliação do local está em pauta desde 2016, e para o início da obra, o local terá um recurso de R$ 20 milhões, dos quais R$ 15 milhões são provenientes da bancada parlamentar federal e outros R$ 5 milhões do governo do Estado. 

Com a finalização do projeto, a Afecetur pretende se reunir com a Prefeitura de Campo Grande para saber qual será a participação do município.  

O avanço no projeto da nova Feira Central implica na completa revitalização de um empreendimento que é símbolo de Mato Grosso do Sul e, desde 2004, está instalado na antiga estação ferroviária. Em 2025, o local completará 100 anos de existência.

“Estamos aguardando a finalização do projeto. Em breve a população terá um novo produto para honrar o espaço mais antigo da cidade, [já que] a Feira Central logo completará 100 anos de existência”, destacou.  

Detalhes do projeto da nova Feira Central ainda não foram divulgados. Conforme antecipado pela Afecetur, a proposta é de um espaço que integre tradição, cultura local e valorização histórica com modernidade, com objetivo de atrair o público local e turistas do Brasil.

Entre as mudanças está prevista a construção de dois pavimentos, com mais de cinco mil metros quadrados de área construída cada um. O local terá atrativos culinários, compras, lazer e informação, com referências à cultura de Mato Grosso do Sul.

Dentro do novo espaço arquitetônico estarão os negócios fixos, gastronômicos e comerciais, que vão gerar mais empregos. A última reforma no local ocorreu em 2013, na gestão do então prefeito Nelson Trad Filho (PSD), quando foi instalada a cobertura no local.

“Nós ficamos sem nenhuma reforma estrutural nos últimos anos. A primeira parte a ser moldada será um varejo criativo e um hortifrúti sustentável, para recuperarmos o olhar da população de Campo Grande, além de fomentar o turismo da Capital”, destacou Alvira.

Patrimônio

Em 2017, a Feira Central de Campo Grande foi registrada como Patrimônio Cultural e Imaterial da Capital. No ano seguinte, foi feito o pedido de reconhecimento do local como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro diretamente ao presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas ainda não houve o registro.

FEIRA  

A Feira Central abriga atualmente 185 lojas de varejo, 28 restaurantes e 100 bancas, o que garante a geração de mais de 800 empregos diretos.

O local conta com restaurantes, bancas de frutas e legumes, estandes de sobremesas e laticínios artesanais, boxes com lojinhas de roupas, eletrônicos, objetos de decoração, brinquedos e suvenires, entre outros.  

Com o agravamento da pandemia e as medidas de restrição, o local ficou fechado pelo período de 45 dias, o que impactou diretamente o orçamento dos comerciantes, que ainda tentam recuperar o prejuízo.  

“Tivemos uma perda de pelo menos 60% no movimento, ficamos durante 45 dias lacrados. Infelizmente, temos empresas que não conseguem retornar sozinhas. Acreditamos que com essa reestruturação, apoio e inovação elas poderão se reerguer”, relatou. 

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